Terra Extrema — onde o planeta fica bravo
Vulcões, o Monte Evereste, o Sara, a Amazónia e a Antártida: o que torna cada lugar extremo, quem sobrevive lá e porque importa. Dos 11 aos 13 anos.
Dos 11 aos 13 anos
O que há lá dentro
Vulcões — o planeta a respirar
Um vulcão é uma fenda na crosta terrestre por onde rocha derretida vinda das profundezas encontra caminho até à superfície. Cerca de 1350 entraram em erupção nos últimos 10000 anos e podem voltar a fazê-lo. Aproximadamente três quartos deles estão numa ferradura à volta do oceano Pacífico a que se chama Anel de Fogo.
Monte Evereste — o topo do mundo
O monte Evereste, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, é o ponto mais alto da superfície da Terra: 8848,86 metros acima do nível do mar, um número em que o Nepal e a China finalmente acordaram em conjunto em 2020. O seu nome nepalês é Sagarmāthā e o tibetano é Chomolungma. Um avião de passageiros em voo de cruzeiro passa apenas dois quilómetros acima do cume.
O Sara — o grande deserto quente
O Sara é o maior deserto quente da Terra: cerca de 9,2 milhões de quilómetros quadrados do norte de África, mais ou menos a área da China ou dos Estados Unidos. Onze países têm um pedaço dele. E, apesar dos postais, só cerca de um quarto são dunas de areia — a maior parte é rocha nua, planície de cascalho e montanha.
A Amazónia — a floresta que faz chuva
A Amazónia é a maior floresta tropical do planeta, cerca de 6,7 milhões de quilómetros quadrados espalhados por nove países. A atravessá-la corre o rio Amazonas, que transporta mais água do que os sete rios seguintes em tamanho, todos juntos. Aproximadamente uma em cada dez espécies conhecidas na Terra vive aqui.
Antártida — um continente sob o gelo
A Antártida é um continente soterrado sob gelo: 14 milhões de quilómetros quadrados de terra debaixo de um manto de gelo com mais de 2 quilómetros de espessura média. Contém cerca de 90% de todo o gelo da Terra e aproximadamente 70% da água doce do planeta. Ninguém é de lá — todas as pessoas no continente são visitantes.
Terramotos — quando o chão treme
Um terramoto é o chão a sacudir de repente quando a rocha parte e desliza lá bem no fundo. Os instrumentos apanham cerca de meio milhão por ano, mas só umas centenas são fortes o suficiente para fazer estragos. O maior alguma vez medido aconteceu no Chile em 1960, com magnitude 9,5.
Tsunamis — paredes de água
Um tsunami não é uma onda grande, mas uma série delas, geralmente disparada quando um terramoto submarino empurra de repente todo o oceano para cima. Em água profunda avança à velocidade de um avião a jato, mas é apenas uma pequena elevação por cima da qual poderias navegar sem dar por nada. Só se levanta e se torna assassino quando chega aos baixios junto à costa.
Furacões — motores de tempestade
Um furacão é uma tempestade giratória gigante que cresce sobre mares tropicais quentes e pode ser mais larga do que um país inteiro. A mesma tempestade chama-se tufão no Pacífico ocidental e ciclone no oceano Índico — uma máquina do tempo, três nomes. No seu centro há uma estranha bolsa de calma e céu limpo chamada olho.
Tornados — a coluna giratória
Um tornado é uma coluna de ar que gira violentamente e vai de uma trovoada até ao chão. É muito mais pequeno do que um furacão — muitas vezes só umas centenas de metros de largura — mas concentra nesse espaço estreito os ventos mais rápidos do planeta. A maioria dura apenas alguns minutos, mas nesse tempo consegue arrasar uma casa e levantar um carro.
Relâmpagos — uma faísca do céu
Um relâmpago é uma faísca elétrica gigante que salta entre uma nuvem e o chão, ou entre duas nuvens. Durante uma fração de segundo o seu canal estreito aquece o ar até cerca de 30000 °C — cinco vezes mais quente do que a superfície do Sol. Algalgures na Terra, cerca de quarenta destes raios caem a cada segundo.
Glaciares — rios de gelo
Um glaciar é um rio de movimento lento feito inteiramente de gelo, tão espesso e pesado que flui encosta abaixo sob o seu próprio peso. Formam-se onde cai mais neve em cada inverno do que a que derrete em cada verão, ano após ano, até a neve enterrada ser comprimida em gelo sólido. Congelada nesse gelo está a maior parte da água doce do planeta.
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