Falar em Público
Toca num tema — todos têm uma forma gratuita de praticares, já a partir de hoje. Nervos · Estrutura · A Abertura · Pausas · A Tua Voz · Linguagem Corporal · Diapositivos · Responder a Perguntas · Convencer com Honestidade · Ouvir. Ninguém nasce bom nisto. É tudo técnica, e técnica aprende-se.
Dos 14 aos 16 anos
O que há lá dentro
Nervos — o teu corpo antes de falares
Os nervos antes de falar são um acontecimento físico, não um defeito de carácter. O teu corpo prepara-te para uma coisa que conta, e tu sentes isso nas mãos, na boca e na voz. Não desaparece com a experiência; fica mais pequeno, mais familiar e muito mais fácil de atravessar.
Estrutura — a forma por baixo
Quem lê pode voltar uma página atrás. Quem ouve não pode, e é por isso que a estrutura não é enfeite mas sim aquilo que permite a alguém seguir-te em tempo real. Decide-se antes de escreveres uma única frase.
A Abertura — os primeiros quinze segundos
A abertura é a única parte de uma apresentação em que tens a atenção de toda a gente de graça. A maioria das pessoas gasta-a em burocracia: o nome, o título, um pedido de desculpa, um índice. O que funciona em vez disso é começar por uma coisa concreta.
Pausas — silêncio que controlas
O silêncio é a ferramenta de que quase toda a gente tem medo e que quase ninguém usa. Usada de propósito, uma pausa faz ao mesmo tempo o trabalho da pontuação, da ênfase e do tempo para pensar. Deixada ao acaso, enche-se de "hum".
A Tua Voz — respiração, tom, ritmo
Quase ninguém gosta da própria voz gravada, e a razão é física e não estética. Depois de perceberes como o som é mesmo produzido, há três coisas que podes mudar: o volume, a velocidade e o quanto a voz se move.
Linguagem Corporal — o que o teu corpo diz
A linguagem corporal é real e é mal explicada. A versão popular é uma estatística que não quer dizer o que as pessoas pensam. A versão útil é muito mais simples: estar quieto onde conta, mexer-se onde ajuda, e olhar para as pessoas.
Diapositivos — o ecrã atrás de ti
Os diapositivos são um apoio visual, o que quer dizer que apoiam outra coisa — tu. O erro mais comum é fazer do diapositivo a apresentação e de quem fala o narrador. Corrigir isso é sobretudo apagar.
Responder a Perguntas — depois de parares de falar
A maior parte das pessoas prepara a apresentação e improvisa as perguntas, o que é ao contrário: é nas perguntas que estás menos protegido. A boa notícia é que os movimentos aprendem-se e são só meia dúzia.
Convencer com Honestidade — a linha que não se passa
Defender uma posição é uma competência legítima e necessária. Saber onde é que ela deixa de ser uma defesa e passa a ser um truque também é. A diferença não está na técnica — está em saber se a outra pessoa mantém a capacidade de decidir.
Ouvir — a metade subvalorizada
Ouvir não é o contrário de falar; é a entrada que faz o falar resultar. É também a parte que quase ninguém pratica, e é precisamente por isso que os ganhos aí são os maiores. Tudo o resto aqui — estrutura, abertura, persuasão — depende de saberes quem está mesmo à tua frente.
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