Animais, a Sério
A biologia por trás do selvagem Evolução e Seleção Natural · Mentes Animais · Ecossistemas e Cadeias Alimentares · Adaptação e Sobrevivência · Migração e Navegação. Todos os animais vivos hoje, tu incluído, são o fim atual de uma cadeia ininterrupta de 3,5 mil milhões de anos de sobreviventes.
Dos 14 aos 16 anos
O que há lá dentro
Evolução e Seleção Natural — como a vida se desenha a si própria
Todos os seres vivos parecem quase perfeitamente construídos para a sua vida — uma tartaruga para a sua ilha, um olho para ver, uma asa para voar. Durante milhares de anos as pessoas assumiram que cada um foi desenhado assim desde o início. Charles Darwin percebeu algo mais estranho e mais poderoso: ninguém os desenhou. Desenharam-se a si próprios, devagar, através de um processo cego chamado seleção natural — e as tartarugas dos Galápagos ajudaram-no a vê-lo.
Mentes Animais — quão esperto é o selvagem
Durante muito tempo os humanos disseram a si próprios que pensar, usar ferramentas e sentir emoções eram coisas só nossas. Depois os investigadores observaram mesmo os animais de perto, e esse muro começou a ruir. Os chimpanzés fazem e usam ferramentas, os corvos resolvem puzzles de vários passos, os golfinhos chamam-se uns aos outros pelo nome, e os elefantes parecem chorar os seus mortos. A pergunta já não é se os animais pensam — é quão diferente.
Ecossistemas e Cadeias Alimentares — tudo está ligado
Nenhum animal vive sozinho. Cada um é um fio numa teia onde as plantas captam a energia do Sol, os herbívoros comem as plantas, os predadores comem os herbívoros, e os decompositores reciclam o que morre. Puxa um fio e a teia inteira estremece — às vezes de formas que ninguém espera. A prova mais clara veio de Yellowstone, onde reintroduzir um único predador, o lobo-cinzento, acabou por mudar a forma dos rios.
Adaptação e Sobrevivência — a resolução de problemas da natureza
Uma adaptação é uma característica que ajuda um animal a sobreviver, construída pela evolução ao longo de incontáveis gerações. Algumas são para esconder, outras para caçar, outras para sobreviver em sítios onde deveria ser impossível viver. A pele de um camaleão, que pode mudar de cor em segundos, é um exemplo espetacular — mas a adaptação é a razão profunda por trás de quase tudo o que um animal é: a sua forma, os seus sentidos, o seu comportamento, até o seu veneno.
Migração e Navegação — as viagens vivas mais longas
Todos os anos, milhares de milhões de animais partem em viagens que fazem parecer pequeno tudo o que um humano conseguiria a pé — através de oceanos, sobre desertos, de polo a polo — muitas vezes para sítios que nunca viram, sem mapa e sem ninguém para seguir. A borboleta-monarca é o caso mais estranho de todos: o indivíduo que chega ao poiso de inverno é o trineto do que partiu, e mesmo assim encontra exatamente a mesma floresta.
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