Português 5.º ano: Anúncio publicitário e carta formal: convencer e pedir
Português, 5.º ano (Portugal): Reconhecer a finalidade e a estrutura de um anúncio publicitário e de uma carta formal, e lê-los com as perguntas certas.
Um quer convencer, a outra quer pedir
O anúncio publicitário quer convencer-te a comprar, a usar ou a aderir a alguma coisa. Junta imagem, slogan (frase curta e fácil de lembrar), nome da marca e um texto apelativo (adjetivos, verbos no imperativo). A carta formal escreve-se a uma pessoa ou entidade a quem se deve respeito, para pedir, informar ou reclamar. A estrutura: local e data, destinatário, assunto, tratamento («Exmo. Senhor…»), corpo do texto, despedida («Com os melhores cumprimentos») e assinatura. A linguagem é cuidada, sem gíria.
Escolher com a cabeça, escrever para ser levado a sério
A publicidade é feita para que sintas que precisas: conhecer os seus meios (imagem, exagero, repetição) permite-te escolher com a cabeça, não só com o desejo. A carta formal existe porque há situações em que o tom e a estrutura contam: quem a recebe decide depressa se a leva a sério, e uma carta clara, cortês e organizada tem mais hipóteses de ser atendida.
Uma carta ao diretor
Um aluno escreve ao diretor: «Exmo. Senhor Diretor, venho por este meio solicitar autorização para utilizar o pavilhão às terças-feiras, no intervalo do almoço.» Passo 1: finalidade — pedir uma autorização. Passo 2: as partes — local e data, destinatário, assunto («Pedido de utilização do pavilhão»), tratamento, corpo, despedida, assinatura. Passo 3: a linguagem — «venho por este meio solicitar» é uma fórmula cuidada; nada de «Olá» nem de gíria. Passo 4: o corpo diz o pedido, quando e para quê, em poucas frases.
Acreditar na promessa, ou escrever como a um amigo
Há dois enganos. No anúncio: acreditar no que promete só porque soa seguro («o melhor do mundo»). A publicidade exagera de propósito: pergunta-te qual é o objetivo (vender) e onde estão as provas. Na carta formal: escrevê-la como uma mensagem a um amigo («Olá, preciso do pavilhão!»): sem tratamento, sem estrutura e sem despedida, dificilmente é levada a sério. Usa frases completas, tratamento respeitoso e despedida cortês.
Onde os encontras
Vês anúncios em cartazes, em vídeos, em rótulos e nas redes sociais. Vais escrever cartas formais, ou mensagens de correio eletrónico com o mesmo tom, quando pedires uma declaração à escola, reclamares de uma compra, te candidatares a um clube ou, mais tarde, a um emprego. Mesmo por e-mail, a estrutura formal mantém-se.
Testa o que aprendeste
Qual é a finalidade principal de um anúncio publicitário?
- a) Informar sem tomar partido, como um verbete
- b) Convencer a comprar, usar ou aderir a alguma coisa
- c) Contar uma história com princípio, meio e fim
Resposta certa: b) Convencer a comprar, usar ou aderir a alguma coisa — Sim: a finalidade do anúncio é convencer, com imagem, slogan e um texto apelativo.
Um aluno quer pedir autorização à diretora para uma visita de estudo. Qual é o melhor início de uma carta formal?
- a) «Ei, diretora, deixa-me ir à visita!»
- b) «Olá! Quero autorização para a visita.»
- c) «Exma. Senhora Diretora, venho por este meio solicitar autorização para…»
Resposta certa: c) «Exma. Senhora Diretora, venho por este meio solicitar autorização para…» — Sim: tratamento respeitoso, fórmula cuidada e pedido claro são as marcas de uma carta formal.
Um anúncio diz «O melhor detergente do mundo!». O que fazes?
- a) Lembro que o anúncio quer vender e procuro provas do que diz
- b) Aceito, porque um anúncio não exageraria
- c) Concluo que deve ser o mais barato
Resposta certa: a) Lembro que o anúncio quer vender e procuro provas do que diz — Sim: a publicidade exagera de propósito, por isso «o melhor do mundo» precisa de provas antes de acreditares.
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