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Paradoxo de Simpson — Dados, 14–17 anos

Uma comparação pode apontar numa direcção dentro de grupos separados e na direcção oposta quando os grupos são combinados. A mudança é causada pelo número de casos em cada grupo.

Ideia

O paradoxo de Simpson ocorre quando aparece um padrão em vários grupos separados, mas ele se inverte depois de os grupos serem combinados. O resultado conjunto dá mais peso aos grupos com mais observações. Assim, uma percentagem global pode esconder o que acontece dentro dos grupos importantes.

Porquê

Este problema é importante porque muitas vezes se comparam totais antes de perguntar se os grupos têm a mesma composição. O paradoxo tornou-se conhecido através de exemplos na medicina, educação e admissão universitária, onde os níveis de dificuldade ou os tamanhos dos grupos eram diferentes. Separar os dados pode revelar uma comparação mais justa.

Exemplo resolvido

O tratamento A resulta em 90 de 100 casos ligeiros (90%) e 1 de 10 casos graves (10%). O tratamento B resulta em 8 de 10 casos ligeiros (80%) e 80 de 90 casos graves (88,9%). A é melhor nos dois grupos, mas no total A é 91/110 = 82,7%, enquanto B é 88/100 = 88%. O maior número de casos graves em B inverte o total.

Armadilha comum

A tentação é confiar na percentagem global porque ela usa todos os dados. Parece sensato: mais dados costuma soar a maior fiabilidade. Mas os totais podem ter pesos desiguais; por isso, deves verificar os subgrupos importantes e perguntar se os seus tamanhos ou níveis de dificuldade diferem.

Utilização

Os hospitais podem comparar tratamentos entre doentes com diferentes níveis de gravidade. As escolas podem comparar resultados separando disciplinas ou anos, e as empresas podem comparar produtos entre regiões. A lição não é separar os dados para sempre, mas escolher comparações que respeitem diferenças relevantes.

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