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CRISPR: editar uma sequência escolhida de ADN — Biologia, 14–17

O CRISPR usa uma sequência-guia para levar uma proteína de corte até um local escolhido do ADN. O sistema de reparação da célula altera depois esse local, permitindo experiências precisas, mas nunca totalmente previsíveis.

Uma guia leva uma ferramenta molecular a um local

No CRISPR, desenha-se uma pequena sequência-guia para corresponder a uma região escolhida do ADN. Ela emparelha com essa região e posiciona aí uma proteína associada. A proteína corta o ADN e a célula repara a quebra. Os investigadores podem aproveitar essa reparação para interromper, substituir ou alterar uma sequência.

Porque era necessária uma edição dirigida

Métodos genéticos mais antigos podiam acrescentar ADN ou provocar alterações aleatórias, mas os investigadores muitas vezes precisavam de testar um gene sem perturbar muitos outros. O CRISPR responde a esse problema ao apontar para uma sequência escolhida. Veio de um sistema de defesa bacteriano que reconhece material genético invasor com ARN-guia.

Desativar um gene em células

Imagina que um gene produz uma proteína fluorescente. Primeiro, os investigadores escolhem uma guia que corresponde a esse gene. Depois, o CRISPR corta a sequência codificante. A reparação pode inserir ou eliminar algumas bases. Se o número não for múltiplo de três, muda o quadro de leitura e a proteína costuma ficar inativa. O resultado tem de ser testado.

«Dirigido significa perfeitamente controlado»

O nome CRISPR pode fazer a edição parecer a troca de uma letra sem efeitos secundários. Na realidade, a guia pode ligar-se a uma sequência semelhante noutro local, e a reparação da célula pode produzir resultados diferentes. Por isso, os cientistas analisam o ADN e comparam as células tratadas com controlos adequados.

Investigação, culturas e possíveis terapias

Os investigadores usam o CRISPR para desligar genes e descobrir o que fazem, ou para dar às células uma versão corrigida que possam estudar. Também é investigado em culturas agrícolas e em tratamentos para algumas doenças hereditárias. Alterar células numa placa não é o mesmo que alterar uma pessoa inteira com segurança, por isso a evidência e a ética são essenciais.

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