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Cadeias alimentares — Biologia, 7–10 anos

Uma cadeia alimentar mostra quem obtém energia de quem. Começa numa planta e segue as relações alimentares entre seres vivos.

A energia passa ao longo da cadeia

Numa cadeia alimentar, um ser vivo é comido por outro. Uma planta verde usa a luz para produzir alimento; uma lagarta come a planta; uma ave come a lagarta. As setas apontam do alimento para quem o come, mostrando para onde passa a energia: planta → lagarta → ave.

Porque desenhamos uma cadeia alimentar?

É difícil ver todas as ligações num campo, num lago ou numa floresta. Uma cadeia alimentar torna claro um percurso e ajuda-nos a perguntar o que pode acontecer se uma parte mudar. Se um Verão seco deixar menos plantas, pode haver menos lagartas e depois menos aves. A cadeia é um modelo útil, não uma imagem completa da natureza.

Uma cadeia alimentar num lago

Imagina um lago com algas, uma pulga-de-água e um peixe pequeno. Primeiro, as algas usam a luz do Sol para produzir alimento. Depois, a pulga-de-água come as algas, por isso a seta é algas → pulga-de-água. Finalmente, o peixe come a pulga-de-água: algas → pulga-de-água → peixe. O peixe obtém energia de alimento que começou com a luz solar.

Ler a seta ao contrário

Um erro comum é ler planta → coelho → raposa como se “a planta comesse o coelho”. A seta não mostra quem ataca quem; mostra a direcção da energia, do alimento para quem o come. Como o coelho come a planta, a planta aparece primeiro. Pensar na seta como “é comido por” pode ajudar.

Mudar uma parte da natureza

Agricultores, jardineiros e pessoas que protegem a natureza usam cadeias alimentares para pensar nas consequências. Se um pesticida matar muitos insectos, as aves que os comem podem encontrar menos alimento. Se forem pescados demasiados peixes, os animais que os comem podem ter dificuldades. Os ecossistemas reais têm muitas cadeias ligadas, por isso uma cadeia é um alerta, não uma previsão garantida.

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