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Dissonância cognitiva — Psicologia, 14–17 anos

A tensão desconfortável entre aquilo em que acreditamos, sentimos e fazemos, e como tentamos reduzi-la.

Quando há conflito dentro de nós

A dissonância cognitiva é o desconforto produzido quando as nossas ações, crenças ou imagem de nós próprios não encaixam. Muitas vezes tentamos reduzir essa tensão mudando o que fazemos, mudando aquilo em que acreditamos ou arranjando uma explicação para a contradição. O sentimento pode ser um sinal útil de que algo merece ser examinado, mas não revela automaticamente qual dos lados é verdadeiro.

Porque as explicações nos podem proteger

Os psicólogos queriam compreender porque é que as pessoas por vezes defendem uma escolha mesmo depois de descobrirem que foi má. Em 1957, Leon Festinger propôs a teoria da dissonância cognitiva, estudando como lidamos com conflitos entre ideias e ações. A teoria aborda um problema real: mudar de rumo pode custar orgulho, esforço ou pertença, por isso a mente pode começar por fazer a escolha existente parecer mais sensata.

O curso caro

O Rui paga 180 euros por um curso online e espera melhorar claramente. Depois de três aulas, o material é confuso e aprende muito pouco. O primeiro passo é identificar o conflito: «Fiz uma boa escolha» contra «isto não está a ajudar». O segundo é reconhecer uma resposta possível: pode pedir um reembolso ou dizer a si próprio que os cursos difíceis são sempre melhores e continuar sem verificar as provas.

Nem todas as mudanças de opinião são dissonância

Um erro tentador é chamar dissonância cognitiva a qualquer defesa teimosa ou presumir que a pessoa está a ser irracional. A ideia parece plausível porque proteger a nossa imagem pode influenciar a forma como explicamos uma escolha. Mas também podemos ter novas provas, prioridades diferentes ou boas razões que desconhecemos; a teoria sugere um processo possível, não um diagnóstico que leia a mente.

Reconhecer uma decisão bloqueada

Esta ideia pode ajudar quando uma equipa continua a defender um projeto porque já gastou meses nele. Em vez de perguntar apenas «Como provamos que tínhamos razão?», os seus membros podem perguntar que provas mudariam o plano e quanto está o projeto a custar agora. Isto não manda abandonar todos os objetivos difíceis; ajuda a separar o compromisso de uma escolha da defesa de uma decisão passada.

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