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Condicionamento clássico — Psicologia, 14–17 anos

Um sinal neutro pode adquirir um significado emocional ou corporal depois de ser associado repetidamente a algo que já importa. Isto explica algumas reacções aprendidas sem as tratar como escolhas deliberadas.

Aprender uma ligação automática

O condicionamento clássico acontece quando o cérebro liga dois acontecimentos que ocorrem juntos. Um som, lugar ou cheiro que antes não significava nada pode mais tarde provocar uma reacção porque prevê comida, dor, segurança ou outro acontecimento importante. A reacção pode surgir antes do pensamento consciente.

Porque esta ideia é importante

Os animais e os seres humanos precisam de notar sinais que prevêem o que vem a seguir; isso pode preparar rapidamente o corpo e poupar tempo. As primeiras experiências de Ivan Pavlov mostraram que os cães podiam começar a salivar ao ouvir um som depois de este preceder repetidamente a comida. O resultado não era apenas um truque com cães, mas uma forma de estudar como se aprendem associações.

Os quatro passos

Imaginemos o toque da escola e o almoço. Passo 1: a comida provoca naturalmente fome no estudante; é o estímulo não aprendido. Passo 2: o toque soa, mas não tem um significado especial. Passo 3: o toque soa muitas vezes imediatamente antes do almoço. Passo 4: por fim, o toque sozinho pode provocar fome: o toque antes neutro tornou-se um sinal aprendido.

Nem todas as associações resultam

Um erro compreensível é pensar que dois acontecimentos repetidos em conjunto ficam sempre ligados. A aprendizagem depende do momento, da atenção, de quão surpreendente ou importante é o resultado e de o primeiro sinal realmente o prever. Se o toque soar ao acaso muito depois do almoço, fornece pouca informação útil e pode não provocar fome.

Porque lugares e cheiros nos afectam

Um cheiro de hospital pode deixar alguém tenso porque foi associado a injecções ou más notícias. Uma canção pode fazer regressar um estado de espírito porque acompanhou muitas vezes uma determinada fase. Estas reacções dão pistas úteis sobre a aprendizagem, mas não provam que cada sentimento tenha uma única causa simples.

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