A língua muda ao longo do tempo — Língua, 14–17 anos
As línguas estão sempre a ser transformadas pelos seus falantes, pela tecnologia, pelo contacto com outras línguas e pela vida social.
A mudança faz parte da língua
Uma língua viva muda à medida que as pessoas a usam. A pronúncia, a gramática, os significados e o vocabulário podem transformar-se gradualmente, enquanto formas antigas e novas coexistem. Não há um momento único em que a língua muda de repente; a mudança acumula-se entre falantes e gerações.
Porque é que as línguas mudam
A mudança responde a novos problemas de comunicação e reflecte novas formas de vida. Precisamos de nomes para invenções, pedimos palavras emprestadas quando as comunidades contactam, encurtamos expressões conhecidas e damos novos usos a palavras antigas. Os grupos sociais também espalham formas que exprimem identidade ou pertença.
Exemplo: «selfie»
Começa com um novo objecto e hábito: tirar uma fotografia de nós próprios. Os falantes de inglês começaram a usar «selfie» com frequência nos anos 2000, provavelmente a partir de «self» e do final «-ie». A palavra espalhou-se pelas redes sociais, entrou nos dicionários e foi adoptada por outras línguas. A tecnologia e o uso social moldaram a sua história.
A armadilha: mudança significa degradação
É tentador chamar descuidadas ou incorrectas às formas novas, porque a linguagem familiar parece mais segura. Os falantes mais velhos também podem notar a mudança com mais intensidade. Mas mudar não significa necessariamente piorar: avalia uma forma pela situação e pelo objectivo, lembrando que alguns contextos formais mantêm convenções estabelecidas.
Onde aparece
Podes observar mudanças linguísticas em palavras tecnológicas, calão, empréstimos, reformas ortográficas e sotaques diferentes. Comparar as mensagens de um avô com uma publicação recente pode revelar mudanças, mas o estilo de uma pessoa não prova uma mudança geral; são precisos muitos falantes e exemplos.
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