Do absolutismo ao liberalismo — História, 11–13
As invasões francesas, a revolução de 1820, a Constituição de 1822 e a guerra civil que dividiu o país.
Do poder absoluto à Constituição
No absolutismo, o rei concentra todo o poder. No liberalismo, o poder é limitado por uma Constituição: as pessoas têm direitos, há eleições e o poder divide-se por diferentes órgãos. Em Portugal, esta mudança fez-se entre 1807 e 1834, com invasões estrangeiras, uma revolução, uma Constituição, em 1822, e uma guerra civil entre liberais e absolutistas.
O que fez o rei perder o poder
Em 1807 os exércitos de Napoleão invadiram Portugal e a família real fugiu para o Brasil. Expulsos os franceses, o rei continuou no Brasil e Portugal ficou sob forte influência britânica, com o general Beresford a comandar o exército. Muitos portugueses sentiam-se abandonados, e a abertura dos portos brasileiros ao comércio livre prejudicou os comerciantes. As ideias liberais ganharam força.
Um caso: a revolução de 1820 e a Constituição
Passo 1: a 24 de agosto de 1820, militares e cidadãos revoltam-se no Porto contra a situação do país. Passo 2: a revolta espalha-se e reúnem-se de novo as Cortes, agora para escrever uma Constituição. Passo 3: o rei regressa do Brasil em 1821. Passo 4: em 1822 a Constituição é aprovada: define direitos dos cidadãos e divide o poder entre o rei, as Cortes e os tribunais.
A armadilha: achar que o liberalismo venceu de uma vez
Depois de 1822, o absolutismo não desapareceu de um dia para o outro. Houve golpes e contragolpes, e a partir de 1828 uma guerra civil entre liberais, com D. Pedro, e absolutistas, com o seu irmão D. Miguel. Só terminou em 1834, com a Convenção de Évora-Monte. Foram catorze anos de instabilidade desde 1820, e muitas famílias ficaram divididas entre os dois lados.
Onde isto ainda se vê hoje
Hoje, as ideias liberais vivem na Constituição, no direito de voto e nas eleições para a Assembleia da República, o parlamento que continua a tradição das Cortes. Perto de Lisboa ainda se podem ver os fortes das Linhas de Torres Vedras, construídas em 1809-1810 para travar os exércitos franceses.
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