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Quando um gráfico engana — Dados, 11–13 anos

Um gráfico pode usar números verdadeiros e, ainda assim, criar uma impressão falsa se a escala, os rótulos ou o desenho esconderem a comparação.

Verificar o quadro completo

Um gráfico não é apenas constituído por barras, linhas ou cores. Para o ler correctamente, verifique o que está a ser medido, as unidades, o período, a escala dos eixos e se falta alguma coisa. Uma impressão visual é uma pista, não uma conclusão.

Porque pode o desenho enganar?

O problema é que as pessoas precisam de identificar padrões rapidamente, por isso os gráficos usam tamanho, posição e cor. Esses elementos podem ajudar, mas também exagerar uma diferença ou esconder a incerteza. A leitura cuidadosa de gráficos tornou-se necessária porque decisões baseadas em dados podem afectar dinheiro, saúde e escolhas públicas.

Um eixo truncado

Uma loja vendeu 98 cadernos na segunda-feira e 100 na terça-feira. A diferença real é de 2 cadernos, ou cerca de 2%. Um gráfico cujo eixo vertical vai de 0 a 100 mostra duas barras quase iguais. Se for apenas de 97 a 100, a segunda barra parece três vezes mais alta, embora os dados não tenham mudado.

Confiar numa imagem dramática

Um erro comum é pensar que a maior diferença visual tem de ser a maior diferença numérica. É compreensível, porque as imagens são feitas para chamar a atenção antes dos pormenores. A solução não é desconfiar de todos os gráficos: leia o título, os eixos e as unidades e compare os valores reais.

Compreender afirmações

Encontramos gráficos em notícias, anúncios, publicações nas redes sociais, resultados eleitorais e informação de saúde. Antes de partilhar uma afirmação, pergunte o que o gráfico compara e se a escala é justa. Isto não prova que os dados estejam correctos, mas pode impedir que uma apresentação habilidosa decida no que acredita.

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