Neurónios e sinapses: como viajam os sinais nervosos — Biologia, 14–17
Os sistemas nervosos combinam alterações elétricas rápidas com mensagens químicas entre células. Assim se percebe como um sinal percorre um neurónio e depois atravessa um pequeno espaço para influenciar a célula seguinte.
A ideia
Um neurónio pode alterar a voltagem da sua membrana e enviar um impulso elétrico breve ao longo do axónio. Na extremidade, liberta mensageiros químicos numa sinapse, um espaço minúsculo onde a mensagem pode influenciar outro neurónio, uma célula muscular ou uma glândula.
Porque é importante
O problema é comunicar através de um corpo inteiro: os sinais elétricos são rápidos ao longo de uma célula, mas as células normalmente não estão ligadas ponta a ponta. As sinapses resolvem esse intervalo e permitem reforçar, enfraquecer ou travar sinais, tornando o sistema nervoso mais do que uma simples cablagem.
Um exemplo resolvido
Tocas numa frigideira quente: o calor ativa recetores da pele, que desencadeiam impulsos num neurónio sensorial. Numa sinapse da medula espinal, substâncias químicas passam a mensagem para outro neurónio; depois, neurónios motores dão sinal aos músculos do braço, que se contraem e afastam a mão.
O erro comum
É razoável imaginar uma mensagem nervosa como eletricidade a fluir continuamente da pele até ao músculo. Na realidade, o impulso elétrico viaja dentro de um neurónio, enquanto substâncias químicas atravessam a maioria das sinapses; essa separação dá direção ao sinal e permite modificá-lo.
Onde é usado
Esta biologia ajuda a explicar reflexos, aprendizagem, dor e movimento. Medicamentos e drogas recreativas podem alterar sinapses imitando um mensageiro, bloqueando o seu recetor ou atrasando a sua remoção, por isso pequenas mudanças químicas podem afetar o humor, a atenção ou a coordenação.
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