A energia flui nos ecossistemas — Biologia, 14–17 anos
Um ecossistema liga os organismos às condições físicas que os rodeiam. A energia entra sobretudo através da luz solar, passa pelas relações alimentares e perde-se gradualmente sob a forma de calor.
A energia move-se, a matéria circula
As plantas e as algas captam parte da luz solar e armazenam-na como energia química. Os animais obtêm energia ao comer plantas ou outros animais, e os decompositores decompõem os restos. Em cada etapa, os organismos usam energia para se mover, crescer e manter a temperatura, libertando grande parte sob a forma de calor. Átomos como o carbono e o azoto podem ser reutilizados, mas a energia não circula da mesma maneira.
Porque são limitadas as cadeias alimentares?
Um ecossistema tem de lidar com um problema básico: os organismos precisam de energia, mas nenhuma transferência é totalmente eficiente. Uma planta usa a luz solar para fabricar alimento, mas os seus próprios processos vitais gastam grande parte dessa energia. Um herbívoro recebe apenas uma parte do que a planta armazenou, e um predador recebe menos ainda. Isto limita o número de níveis alimentares e deixa, em geral, menos predadores de topo.
Exemplo: uma pirâmide de energia simples
Imagina que a erva armazena 10 000 unidades de energia química. Os gafanhotos comem-na, mas apenas cerca de 1 000 unidades se tornam biomassa de gafanhoto; o resto é utilizado ou perdido como calor. As rãs recebem aproximadamente 100 unidades e as cobras cerca de 10. Os valores exatos variam, mas o padrão explica porque um campo pode sustentar muitas plantas, menos herbívoros e ainda menos predadores.
Armadilha: a energia é reciclada
Este erro é compreensível porque os diagramas mostram setas entre organismos, e a matéria circula realmente nos ecossistemas. Porém, a seta da energia tem uma direção: a luz solar entra, os organismos transferem parte dela e o calor sai. Os decompositores reciclam átomos da matéria morta; não devolvem à cadeia alimentar a energia que se perdeu.
Onde isto aparece
Isto ajuda a planear a produção alimentar e a proteger habitats. Comer mais abaixo numa cadeia alimentar geralmente usa menos terra e energia, porque ocorreram menos transferências. Os conservacionistas protegem também plantas e organismos pequenos, não apenas predadores impressionantes: retirar um produtor ou decompositor pode afetar muitas ligações ao mesmo tempo. Os ecossistemas reais têm redes ramificadas, por isso uma mudança pode ter vários efeitos.
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