Asteroides, cometas e meteoroides — Astronomia, 11–13 anos
Os pequenos objetos no espaço não são todos iguais. Os materiais e os percursos ajudam-nos a distinguir asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos.
Diferentes tipos de rocha espacial
Um asteroide é um corpo rochoso ou metálico que viaja pelo espaço, geralmente maior do que um grão de pó. Um meteoroide é um fragmento mais pequeno; ao atravessar uma atmosfera, torna-se um meteoro, e se chegar ao solo, é um meteorito. Um cometa contém muito gelo e poeira e pode formar uma cauda brilhante perto do Sol.
Porque fazemos estas distinções?
Durante muito tempo, as pessoas usaram uma só palavra para várias riscas luminosas e pedras que caíam, mas isso escondia diferenças importantes. Os cientistas precisavam de descrever o que observavam, prever possíveis percursos e comparar o material deixado para trás. Os nomes indicam se o objeto ainda está no espaço, a arder no ar ou no solo.
De um clarão a um nome
Imagina um fragmento de rocha com 2 centímetros a aproximar-se da Terra. Primeiro, no espaço, é um meteoroide. Depois, o ar fá-lo brilhar ao atravessar a atmosfera: chamamos meteoro à risca luminosa. Se um fragmento sobreviver e cair num campo, esse fragmento é um meteorito. O nome muda conforme o local onde está.
A linha brilhante não é a rocha
Um erro comum é chamar meteorito à própria risca brilhante. Parece lógico, porque vemos o clarão e talvez encontremos depois uma pedra. Mas o clarão é o objeto a aquecer e a brilhar na atmosfera, por isso é um meteoro; só um fragmento que sobreviva no solo é um meteorito.
Pistas do espaço antigo
Os meteoritos são pedaços do espaço que podem ser recolhidos e estudados em laboratórios. Os seus minerais guardam pistas sobre o Sistema Solar jovem, e alguns contêm compostos de carbono ligados à química da vida. As agências espaciais também acompanham asteroides, porque uma passagem próxima pode ser importante para a segurança da Terra.
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