Software de código aberto e licenças — Tecnologia, 14–17
Algum software permite que as pessoas consultem, melhorem e partilhem o seu código-fonte. Uma licença explica quais dessas ações são permitidas e em que condições.
Ideia
O código-fonte é o plano legível por pessoas que está por detrás de um programa. No software de código aberto, o código é disponibilizado sob uma licença que permite certos usos, como estudá-lo, alterá-lo ou partilhar cópias. Código aberto descreve acesso e permissões, não simplesmente um preço de zero.
Porquê
O problema é que o software pode ser útil para muitas pessoas, enquanto uma só equipa pode não ter tempo para corrigir todos os erros ou acrescentar todas as funções. Partilhar o código permite que outros o analisem, melhorem e desenvolvam a partir dele. As licenças surgiram porque a partilha continua a precisar de regras claras sobre autoria, alterações e responsabilidade.
Exemplo resolvido
Imagina um projeto com uma licença que permite partilhar cópias alteradas se a mesma licença continuar a acompanhá-las. Corriges um erro ortográfico, guardas a versão 2 e manténs o aviso da licença. Podes dar a versão 2 a um amigo, mas não podes retirar o aviso e afirmar que escreveste todo o projeto.
Armadilha
É razoável pensar que, se o código-fonte está visível, não existem regras. Pode acontecer o contrário: é a licença que dá autorização, e licenças diferentes impõem obrigações diferentes. Encontrar um ficheiro publicamente na internet não permite automaticamente copiá-lo para o teu próprio projeto.
Uso
Os navegadores, as ferramentas de programação, os sistemas de telemóvel e o software científico contêm frequentemente partes de código aberto. Um programador pode reutilizar uma biblioteca em vez de escrever tudo de raiz, enquanto uma comunidade mundial a pode analisar e melhorar. Ainda assim, é preciso respeitar a licença de cada componente.
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