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APIs: programas a falar com programas — Tecnologia, 14–17 anos

Como uma parte de software pede um serviço a outra sem conhecer o seu código interno. Tecnologia, 14–17 anos.

Uma porta bem definida

Uma API é uma forma combinada de um programa pedir algo a outro programa. Indica o pedido, a informação a enviar e o formato da resposta. É como o menu de um café: permite encomendar um serviço sem ser preciso saber como funciona a cozinha.

Por que usar uma API?

Sem uma API, cada aplicação teria de conhecer o funcionamento interno de todos os serviços que usa. As alterações seriam arriscadas e as equipas teriam de reconstruir as mesmas funcionalidades. A API cria uma fronteira: o serviço pode melhorar por dentro, mantendo estáveis os pedidos e as respostas prometidos.

Pedir o estado do tempo

Uma aplicação meteorológica precisa da temperatura de hoje em Lisboa. Primeiro, envia um pedido que indica Lisboa e a unidade Celsius. O serviço meteorológico consulta os seus dados e devolve, por exemplo, 18 °C e um estado como «OK». A aplicação mostra essa resposta; nunca precisa de aceder às tabelas da base de dados.

Uma API não é acesso ilimitado

É fácil pensar que uma API permite a qualquer programa pedir qualquer coisa. É uma ideia compreensível, porque a porta esconde o funcionamento interno do serviço. Na realidade, o fornecedor pode exigir uma chave, limitar pedidos, esconder campos privados ou devolver um erro quando o pedido é inválido. O acordo publicado é importante.

Serviços a trabalhar em conjunto

Mapas, páginas de pagamento, aplicações de viagens e plataformas escolares usam frequentemente APIs. Uma loja pode usar um serviço para calcular a entrega, outro para aceitar um pagamento com cartão e um terceiro para mostrar um mapa. Isto é útil quando cada serviço tem uma função clara, mas cria dependência: uma alteração numa API pode afectar muitas aplicações.

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