Correlação não é causalidade — Psicologia, 14–17 anos
Duas coisas podem mudar juntas sem que uma cause a outra. A psicologia precisa desta distinção para avaliar correctamente afirmações sobre o comportamento.
O que o padrão nos diz
Uma correlação significa que duas medidas tendem a variar em conjunto: quando uma é mais alta, a outra também costuma ser, ou costuma ser mais baixa. É uma pista útil, mas não mostra por si só o que causou o quê, nem se um terceiro factor influencia ambas.
Porque é necessária esta distinção
As pessoas procuram naturalmente causas, sobretudo quando aparece um padrão claro. Sem esta regra, uma associação pode transformar-se numa história convincente mas falsa: estudantes ansiosos talvez durmam menos, mas podem estar envolvidos a falta de sono, o excesso de trabalho ou outro factor. Experiências e comparações cuidadosas ajudam a testar a causa.
Um pequeno exemplo
Imaginemos que um inquérito conclui que os estudantes que usam mais o telemóvel relatam mais cansaço: a correlação é positiva. Passo 1: registar as duas medidas, como horas e uma pontuação de cansaço. Passo 2: perguntar o que mais poderia explicar ambas, como estudar até tarde. Passo 3: não concluir que o uso do telemóvel, sozinho, causou o cansaço sem um teste mais forte.
A seta tentadora
O erro comum é transformar “A está ligado a B” em “A causa B”. Isto parece razoável porque as causas costumam criar padrões, e as decisões do dia a dia exigem palpites rápidos. O procedimento cuidadoso é chamar-lhe associação até uma experiência ou outra evidência forte excluir explicações alternativas.
Ler afirmações na vida real
Encontra esta ideia em notícias, conselhos de saúde, anúncios e publicações sobre a escola ou o sono. Quando alguém diz que um hábito “leva a” um resultado, pergunte se a evidência é uma correlação ou uma comparação controlada. Essa pergunta não rejeita a afirmação; mostra apenas quanta certeza é legítimo ter.
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