O erro fundamental de atribuição — Psicologia, 14–17 anos
Ao explicar o comportamento de outra pessoa, tendemos a dar demasiada importância à sua personalidade e pouca à situação. Reconhecer este enviesamento ajuda-nos a julgar as pessoas com mais justiça, sem fingir que as situações explicam tudo.
Ideia
As pessoas explicam constantemente as acções perguntando: «O que causou isto?» Quando se trata de outra pessoa, respondemos muitas vezes com um traço de carácter: preguiçosa, rude ou descuidada. Para nós próprios, notamos mais facilmente a situação: cansados, com pressa ou mal informados. O erro fundamental de atribuição é este hábito desigual de ignorar as circunstâncias ao julgar os outros.
Porque é importante
O problema é que o comportamento resulta tanto das pessoas como das situações, mas as situações são muitas vezes menos visíveis para quem observa. Os psicólogos sociais estudaram este padrão porque as explicações rápidas afectam a culpa, a confiança e as decisões sobre os outros. A ideia, desenvolvida pela investigação sobre atribuição, incluindo o trabalho de Lee Ross, aconselha-nos a procurar pressões escondidas antes de transformar uma acção num julgamento de personalidade.
Exemplo resolvido
A Maya passa pelo Alex sem dizer olá. Passo 1: a explicação rápida é «O Alex é antipático». Passo 2: enumera possibilidades situacionais: pode estar com auscultadores, preocupado com um teste ou não ter visto a Maya. Passo 3: espera por mais informação, por exemplo, observa como trata várias pessoas. Um julgamento mais justo separa uma acção observada de uma conclusão sobre a personalidade.
Erro comum
O erro habitual é passar para o extremo oposto e dizer que a personalidade nunca importa. Isso também não é razoável: um padrão repetido em situações diferentes pode dar pistas sobre os hábitos ou valores de uma pessoa. A correcção útil não é «culpar sempre a situação», mas «verificar a situação antes de tratar um acontecimento como prova de carácter».
Fora da escola
Esta ideia é útil ao ler uma mensagem, julgar um amigo que se atrasou ou decidir se um colega merece confiança. Antes de reagir, pergunta que informações podem estar escondidas e se o comportamento se repete. Isto não obriga a desculpar acções prejudiciais; ajuda a ajustar o tamanho da conclusão às provas que realmente tens.
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