A gravidade e as órbitas — Física, 11–13 anos
A gravidade é a atracção entre massas. Perto da Terra, puxa os objectos para baixo; no espaço, pode curvar a trajectória de um objecto e formar uma órbita, em vez de o deixar seguir em linha recta.
Uma queda que continua a falhar
A gravidade puxa um objecto em órbita para um planeta, mas o objecto também se move para o lado. Continua a cair na direcção do planeta enquanto a superfície deste se curva para longe por baixo dele. Uma órbita é uma queda contínua à volta de um mundo, não a ausência de gravidade.
Porque não caem os satélites directamente?
Uma bola lançada faz uma curva porque a gravidade muda a sua direcção. Um satélite move-se tão depressa para o lado que, enquanto cai, a Terra se curva para longe quase ao mesmo ritmo. Isto explica como a Lua pode ser puxada pela Terra sem chocar com ela.
A trajectória curva da Lua
Imagina lançar uma bola horizontalmente do alto de uma montanha. A 10 m/s, cai perto porque a gravidade a puxa rapidamente para baixo. A 1000 m/s, percorre uma distância muito maior antes de cair. Se a velocidade lateral for suficiente, a Terra curva-se tão depressa como a bola cai e surge uma órbita como a da Lua.
Há gravidade em órbita
É comum dizer que os astronautas flutuam porque não há gravidade no espaço. É compreensível: parecem sem peso e estão muito acima do chão. Em órbita baixa, a gravidade continua a ser forte; flutuam porque eles e a nave estão a cair juntos à volta da Terra.
Satélites e missões espaciais
A navegação, as previsões meteorológicas e muitas comunicações usam satélites em órbitas escolhidas com cuidado. Os engenheiros equilibram a velocidade do satélite com a atracção da gravidade. A mesma ideia ajuda a planear viagens à Lua e a outros planetas, onde uma pequena mudança pode alterar muito a rota.
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