Ética das virtudes — Filosofia, 14–17 anos
A ética das virtudes pergunta que tipo de pessoa devemos ser, e não apenas que regra seguir ou que resultado procurar.
A pessoa por detrás da acção
A ética das virtudes avalia uma escolha também pelo carácter que exprime e constrói. A coragem, a honestidade e a justiça são hábitos estáveis que ajudam alguém a perceber o que importa e a agir bem, sobretudo quando nenhuma regra dá uma resposta fácil. A pergunta não é apenas «O que devo fazer?», mas também «Em que tipo de pessoa me estou a tornar?»
Porque importam as virtudes
As regras podem entrar em conflito e muitas vezes é impossível prever as consequências. Pensadores gregos antigos, como Aristóteles, perguntaram por isso como as pessoas poderiam desenvolver sabedoria prática: a capacidade de avaliar cada situação e escolher uma resposta equilibrada. A ética das virtudes nasceu desse problema, não de uma vontade de classificar as pessoas como boas ou más.
Uma escolha na escola
Um amigo pede-te que escondas que copiou os trabalhos de casa. Primeiro, repara nos valores em conflito: lealdade, honestidade e justiça para com a turma. Depois, pergunta o que faria uma pessoa corajosa e justa, em vez de escolher a resposta mais fácil. Podes recusar mentir, falar em privado com o teu amigo e ajudá-lo a reparar a situação.
A virtude não é perfeição
É compreensível pensar que a ética das virtudes exige um comportamento perfeito em todas as ocasiões. Não é isso: uma pessoa pode ser honesta e, ao mesmo tempo, sentir medo, ou ser generosa e por vezes egoísta. O objectivo é criar bons hábitos e usar discernimento, reconhecendo que um único erro não revela todo o carácter de alguém.
É assim que se constrói a confiança
As equipas, as amizades e os locais de trabalho dependem de qualidades como fiabilidade, honestidade e coragem. Um contrato não consegue prever todas as situações difíceis, por isso as pessoas precisam de hábitos que permitam aos outros confiar no seu discernimento. A ética das virtudes é útil aqui porque pergunta como as escolhas repetidas moldam a pessoa com quem os outros lidam.
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