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Sampling musical — Música, 14–17 anos

Como o som gravado se transforma em números, que podem ser editados, guardados e reproduzidos.

Ideia

O áudio digital mede a pressão do ar de um som muitas vezes por segundo e regista cada medição como um número. Ao reproduzir rapidamente esses números, o altifalante move-se de forma correspondente. O sampling é, portanto, uma maneira de representar um som contínuo através de uma sequência de instantâneos.

Porque foi necessário

Os computadores não conseguem guardar directamente uma onda de pressão contínua como música; trabalham com valores separados. O sampling tornou possível gravar, copiar, cortar e transformar sons com máquinas digitais. O problema era conservar detalhe suficiente para que a onda reconstruída continuasse a soar como a original.

Exemplo resolvido

Uma gravação de um segundo, feita a 44 100 Hz, contém 44 100 medições por canal. Se cada medição usar 16 bits, um segundo mono precisa de 44 100 × 16 = 705 600 bits, antes da compressão. Frequências de sampling mais altas captam mudanças com maior frequência, mas também criam ficheiros maiores.

Erro comum

Um erro comum é pensar que mais samples tornam automaticamente qualquer gravação melhor. Parece lógico, porque mais instantâneos parecem significar mais detalhe. Na prática, o microfone, a sala, o conversor e o sistema de reprodução também contam; depois de uma frequência adequada, mais samples podem sobretudo aumentar o espaço necessário.

Onde aparece

O sampling está por detrás das músicas em streaming, das gravações do telemóvel, das caixas de ritmos, dos pianos digitais e do software musical. Os produtores podem inverter um som, mudar a velocidade, cortar um pequeno trecho para fazer um loop ou criar um instrumento a partir de notas gravadas. O ficheiro contém medições, não uma gravação física em miniatura.

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