Usar fontes históricas — História, 14–17 anos
Aprende como os historiadores usam cartas, objectos, imagens e registos para construir um relato cuidadoso do passado, verificando quem criou cada fonte e porquê.
O que uma fonte nos pode dizer
Uma fonte histórica é um vestígio do passado: uma lei, um diário, uma fotografia, um edifício, uma ferramenta ou um jornal. Dá-nos provas, mas nunca conta toda a história. Para a usar bem, pergunta o que mostra, o que omite e o que o seu autor queria que as pessoas acreditassem.
Porque testamos as fontes
As pessoas do passado tinham conhecimentos limitados, lealdades fortes e motivos para esconder ou exagerar factos. Uma inscrição de um governante pode elogiar uma vitória e ignorar as perdas. Verificar autor, data, público, finalidade e pormenores ajuda a separar prova útil de uma afirmação que precisa de ser confirmada.
Testar uma fonte
Imagina que um jornal de 1916 diz: «O nosso exército alcançou uma vitória gloriosa.» Primeiro, data-o: foi publicado durante a guerra. Depois, identifica o público e a finalidade: cidadãos, moral e apoio. Por fim, compara-o com cartas de soldados e registos de baixas. O título prova optimismo oficial, não que a batalha tenha sido uma vitória clara.
A armadilha do «verdadeiro ou falso»
Um erro comum é classificar uma fonte simplesmente como verdadeira ou falsa. Parece sensato, porque as fontes fazem afirmações definitivas, mas a sua utilidade depende da pergunta. Um cartaz tendencioso pode ser uma má prova da força do inimigo e uma excelente prova do que o governo queria que as pessoas temessem ou apoiassem.
Fontes para além da aula de História
O mesmo hábito ajuda a avaliar um vídeo viral, um cartaz de campanha ou uma afirmação sobre o passado na internet. Verifica quem o criou, quando, para quem e com que provas; depois compara-o com informação independente. Isto não significa desconfiar de tudo, mas ajustar a confiança à qualidade das provas.
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