Tempo e aspeto — Línguas estrangeiras, 14–17 anos
Um verbo pode dizer quando algo aconteceu e como o falante o vê: terminado, repetido, em curso ou ligado ao presente. São perguntas relacionadas, mas não são a mesma pergunta.
Quando não é a história toda
O tempo verbal situa um acontecimento no tempo, mas o aspeto mostra a sua forma. Compara I read the book, que apresenta uma ação terminada, com I was reading the book, que abre uma cena em curso. Ambas podem referir-se ao passado; orientam o ouvinte para o ver de maneira diferente.
Porque os falantes precisam da distinção
Quem ouve precisa muitas vezes de mais do que uma data. Pode precisar de saber se uma ação terminou, foi interrompida, se repetiu ou ainda é relevante. As línguas resolvem isto com ferramentas diferentes: formas verbais, verbos auxiliares, advérbios ou contexto. O objetivo é notar o ponto de vista, não decorar rótulos.
A escolher o ponto de vista
Imagina um telefonema às 8:00. Começaste a cozinhar às 7:45 e o telefone tocou às 7:50, por isso diz I was cooking when it rang: a ação estava em curso. Se a refeição terminou às 8:10, diz I cooked dinner: o acontecimento é visto como terminado. O relógio é semelhante; muda o ponto de vista.
A armadilha: ligar um tempo a um único momento
Um erro comum é pensar que uma forma verbal corresponde sempre a um único tipo de tempo. É compreensível, porque os manuais apresentam muitas vezes as formas em caixas organizadas e as linhas do tempo ajudam no início. Na realidade, os falantes escolhem a forma conforme a cena e o objetivo: pergunta o que terminou, continua, se repete ou se liga ao presente.
Onde isto é importante
Esta distinção aparece em histórias, relatos de incidentes, comentários desportivos e explicações do dia a dia. I broke my arm apresenta um acontecimento; I was skating when I fell cria o cenário em redor dele. Escolher bem pode mostrar responsabilidade, sequência e causa sem acrescentar uma explicação longa.
Continua a explorar
Outras línguas
A carregar o MyLeoNes™…