O faz-de-conta precisa de uma regra de segurança partilhada — Teatro, 4–6 anos
O teatro usa o faz-de-conta, mas os corpos e os sentimentos são reais. Quem participa combina o que é fingido, o que é seguro e como parar claramente a acção.
O faz-de-conta é uma imaginação combinada
No teatro, as pessoas combinam imaginar que um lugar, uma acção ou um objecto é outra coisa. Uma caixa de cartão pode tornar-se um barco, mas continua a ser uma caixa e ninguém deve entrar nela se isso não for seguro. A ideia fingida partilhada permite brincar sem esquecer o que é real.
Porque combinamos a segurança?
O problema é que um perigo fingido pode tornar-se um perigo real se alguém empurrar, agarrar, bater contra móveis ou ficar assustado. Uma regra partilhada protege o corpo e torna mais fácil confiar no jogo. O teatro sempre precisou de limites combinados, porque várias pessoas usam juntas um espaço real.
O dragão e a palavra de paragem
Antes de brincar, duas crianças combinam: uma almofada é a gruta do dragão, ninguém toca noutra pessoa e «pára» termina o jogo imediatamente. Uma criança faz movimentos de dragão enquanto a outra atravessa a sala. Quando a viajante diz «pára», o dragão fica imóvel e ambas confirmam que o espaço está livre antes de continuar.
Fingir não anula um não
Alguém pode pensar: «É só a fingir, por isso a outra pessoa tem de continuar.» É um erro compreensível, porque a história pode parecer urgente e emocionante. No entanto, uma pessoa real pode dizer não ou parar a qualquer momento; a história pode mudar, e respeitar a paragem faz parte de criar teatro em conjunto.
Regras de segurança nas brincadeiras e na vida
O mesmo hábito ajuda nas brincadeiras, no desporto e nas actividades de grupo: combinar limites, reparar em como as pessoas se sentem e parar quando alguém pede. Os exercícios de emergência também usam o faz-de-conta para praticar em segurança, mas os adultos explicam o que fazer de verdade. Fingir é útil quando prepara sem criar perigo.
Continua a explorar
Outras línguas
A carregar o MyLeoNes™…