Dar as boas-vindas a alguém novo — Cidadania, 4–6
Uma comunidade cresce quando uma pessoa nova consegue encontrar o seu lugar sem ter de apagar quem é. Pequenos convites e explicações claras transformam a presença em participação.
Dá espaço a quem chega de novo
Quando alguém entra num grupo, pode não conhecer os nomes, os jogos, as rotinas ou as palavras que os outros já conhecem. Dar-lhe as boas-vindas significa explicar uma coisa útil, convidá-lo a participar e deixar espaço para a sua maneira de falar ou brincar. Não significa obrigá-lo a actuar para o grupo.
Porque é importante dar as boas-vindas
Uma pessoa deixada a adivinhar pode sentir-se sozinha ou deixar de tentar participar. O grupo também perde as suas ideias, piadas e capacidades. Dar as boas-vindas resolve um problema prático: oferece a informação e a confiança necessárias para participar, mantendo o grupo aberto a algo novo.
Dar as boas-vindas a uma criança nova
A Mina entra na turma na segunda-feira e observa três crianças a construir uma estrada. Dizes: «Olá, sou o Leo. Pomos os blocos curtos aqui, e podes escolher um carro.» Mostras-lhe onde estão os blocos, perguntas se quer construir e aceitas a resposta se preferir observar primeiro.
A armadilha: ajudar demasiado
Podes ter pressa de falar por quem chegou, escolher o seu jogo ou puxá-lo para o grupo porque queres que se sinta bem depressa. Isso vem de uma boa intenção, mas pode fazê-lo sentir-se invisível ou pressionado. Oferece ajuda, depois escuta e deixa-o escolher como e quando participar.
Dar as boas-vindas no dia a dia
Podes dar as boas-vindas a alguém novo num clube desportivo, num parque infantil, num prédio ou num encontro de família. Mostra onde se deixam os casacos, explica um costume e apresenta a pessoa a alguém simpático. Se houver uma barreira de língua ou de acesso, encontra outra forma de comunicar em vez de culpar a pessoa.
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