Espectrometria de massas — Química, 14–17
A espectrometria de massas identifica partículas medindo a sua razão massa/carga. Um espetro pode revelar isótopos, massas moleculares e fragmentos, fornecendo provas sobre o conteúdo de uma amostra.
Uma balança para iões
Num espectrómetro de massa, as partículas transformam-se em iões e atravessam campos elétricos ou magnéticos. O aparelho separa-as de acordo com a razão massa/carga, escrita m/z. O resultado é um espetro: os picos mostram que valores de iões foram detetados e com que abundância.
Porque é que se usam espectros de massas?
Um líquido transparente ou um pó pode conter várias substâncias que parecem iguais. Os químicos precisavam de uma forma sensível de identificar quantidades minúsculas e distinguir isótopos ou moléculas relacionadas. Um espetro de massa fornece um padrão de evidências medidas, em vez de depender apenas da cor, do cheiro ou de um rótulo.
Ler o espetro do cloro
O cloro tem dois isótopos comuns: cloro-35 e cloro-37. Por isso, um espetro de massa mostra picos em m/z 35 e 37. Se o pico em 35 tiver aproximadamente o triplo da altura do pico em 37, isso coincide com as suas abundâncias naturais e apoia a identificação de átomos de cloro.
m/z nem sempre é a massa
É natural ler m/z simplesmente como massa, porque muitos iões têm carga +1. Mas o aparelho mede a massa dividida pela carga. Um ião com massa 40 e carga +2 aparece em m/z 20, por isso verifica a carga antes de identificares a partícula.
Encontrar substâncias em amostras reais
Os cientistas forenses podem comparar o espetro de massa de uma amostra com espetros de referência para identificar drogas, venenos ou resíduos de explosivos. Os laboratórios ambientais usam o mesmo princípio para detetar poluentes na água ou no ar, muitas vezes depois de separarem primeiro uma mistura complexa.
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