Sucessão ecológica: ecossistemas que mudam ao longo do tempo — 14–17
Depois de uma escoada de lava, de um incêndio ou do abandono de um campo, chegam espécies que alteram as condições e permitem a chegada de outras. A sucessão explica mudanças regulares nos ecossistemas sem dizer que a natureza avança sempre para um único estado final perfeito.
Um lugar muda a sua comunidade
A sucessão ecológica é a sequência de mudanças numa comunidade de um lugar ao longo do tempo. As espécies pioneiras chegam primeiro e alteram o ambiente: os líquenes podem ajudar a formar solo, enquanto as gramíneas acrescentam raízes e matéria orgânica. Mais tarde, outras espécies podem precisar da sombra, do abrigo ou do solo mais rico criado pelas primeiras. Os organismos e o ambiente físico mudam em conjunto.
Porque é importante a sucessão?
Uma floresta, uma pradaria ou um sapal não é uma lista fixa de espécies. Depois de uma perturbação, os conservacionistas precisam de prever se o ecossistema recuperará, que obstáculos o atrasam e que ajuda faz sentido. A ideia desenvolveu-se ao comparar comunidades com idades diferentes e ao acompanhar terrenos abandonados, evitando tratar cada habitat como permanentemente imóvel.
Um campo deixado ao abandono
Um agricultor deixa de lavrar um campo. No primeiro ano, ervas anuais aproveitam o solo aberto; ao terceiro ano, gramíneas e plantas herbáceas acrescentam raízes e folhada. Ao décimo ano, arbustos dão sombra e surgem plantas tolerantes à sombra. Se as árvores dominarem mais tarde, chega menos luz ao solo. Em cada fase, o solo, a luz, a água e a competição seleccionam as espécies que conseguem persistir.
O erro compreensível
É fácil imaginar a sucessão como uma marcha garantida das ervas daninhas até uma única floresta «final». Parece razoável quando um campo conhecido fica gradualmente cheio de árvores. Mas o clima, o fogo, o pastoreio, as cheias e a gestão humana podem manter estável outra comunidade. A sucessão é um padrão de mudança, não uma promessa de que todos os lugares acabam no mesmo habitat.
Onde aparece
Os ecologistas usam a sucessão na recuperação de zonas húmidas, na ligação entre florestas e na decisão sobre plantar depois de um incêndio. Por vezes, a recuperação natural é melhor; noutras, espécies invasoras, erosão ou falta de sementes bloqueiam-na. Um bom plano identifica a fase actual, o habitat desejado e o obstáculo específico, em vez de plantar árvores em todo o lado.
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