Como as galáxias se organizam — Astronomia, 14–17 anos
As galáxias são sistemas enormes de estrelas, gás, poeiras e matéria escura. As suas formas e estruturas internas registam como se formaram e mudaram ao longo do tempo.
A ideia
As galáxias não têm todas a mesma forma. As espirais possuem um disco achatado, braços e muitas vezes uma região central; as elípticas são mais arredondadas e costumam ter estrelas mais antigas; as irregulares não têm forma definida. São padrões gerais, não caixas rígidas.
Porque as classificamos
Quando os astrónomos começaram a observar muitos objectos difusos, precisaram de uma forma útil de os comparar e de perguntar se as formas estavam ligadas à idade ou à história. A classificação tornou os padrões visíveis. Não explica por si só a formação de uma galáxia; ajuda a testar explicações.
Um exemplo resolvido
Imagina uma galáxia com uma região central brilhante, um disco fino e dois braços curvos. Primeiro, o disco torna improvável uma forma elíptica típica. Depois, os braços indicam uma galáxia espiral. Por fim, manchas azuis brilhantes nos braços sugerem estrelas jovens a formar-se ali, enquanto a região central parece mais antiga.
O erro comum
Um erro comum é tratar as categorias como um ciclo de vida ordenado: irregular, depois espiral e finalmente elíptica. Parece natural, porque muitas coisas passam por fases, mas as galáxias não seguem uma sequência universal. Colisões, quantidade de gás e gravidade podem alterar as formas de maneiras diferentes.
Onde é utilizado
Os investigadores classificam grandes levantamentos de galáxias para descobrir como a formação de estrelas mudou ao longo do tempo cósmico. Comparam formas com gás, cor, massa e ambiente, como enxames densos. Assim testam ideias sobre fusões e crescimento sem supor que todas as galáxias tiveram a mesma história.
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