Efeito Doppler na astronomia — Astronomia, 14–17 anos
Os astrónomos conseguem saber se uma estrela ou galáxia se aproxima ou se afasta de nós através de pequenas mudanças no comprimento de onda da sua luz.
A ideia
A luz de um objecto em movimento sofre uma pequena alteração. Ao aproximar-se, os comprimentos de onda ficam menores e a luz desloca-se para o azul; ao afastar-se, ficam maiores e desloca-se para o vermelho. Assim, medimos movimento sem ver o objecto deslocar-se.
Porque é necessário
O espaço é demasiado vasto para os astrónomos seguirem a maioria dos objectos no céu. Era necessário medir a velocidade na nossa direcção ou na direcção oposta, e não apenas a posição. O efeito Doppler transforma um movimento invisível numa alteração mensurável do espectro.
Um exemplo resolvido
Uma linha espectral aparece normalmente a 500 nanómetros. Numa estrela, mede-se a 501 nanómetros: deslocou-se para comprimentos de onda maiores, logo a estrela afasta-se. Para velocidades pequenas, 1/500 é cerca de 0,002; a velocidade é aproximadamente 0,002 vezes a da luz, ou 600 quilómetros por segundo.
O erro comum
É tentador chamar a qualquer deslocamento para o vermelho um sinal de afastamento. É uma ideia razoável, porque o movimento pode mesmo produzi-lo, mas o espaço em expansão também pode esticar a luz entre galáxias. Os astrónomos têm de distinguir os efeitos.
Onde é utilizado
Os astrónomos usam deslocamentos Doppler para medir o movimento das estrelas, mapear a rotação das galáxias e detectar a pequena oscilação causada por um planeta em órbita. Também medem assim gás em nebulosas e jactos de estrelas jovens.
Continua a explorar
Outras línguas
A carregar o MyLeoNes™…