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Dinâmica na música — Artes, 7–10

A dinâmica são mudanças de intensidade que fazem a música crescer, suavizar-se, surpreender-nos ou dar importância a um momento.

A ideia

A dinâmica indica com que força ou suavidade um som deve ser tocado. Uma peça pode começar baixinho, crescer até ficar forte e voltar depois a um sussurro. Tocar forte ou suave não depende apenas do tamanho do instrumento: um instrumento pequeno também pode tocar das duas formas.

Por que mudar a intensidade?

Se todos os sons tiverem a mesma intensidade, a música pode perder a sensação de distância, tensão e acolhimento. A dinâmica resolve isso dando ao ouvinte pistas sobre o que está a crescer, a desaparecer ou a chegar. Os compositores e intérpretes usam-na para criar sentimentos sem precisarem de palavras.

Faz um som crescer

Toca uma nota numa flauta, num piano ou com a voz. Mantém-na suave durante dois tempos, torna-a mais forte nos dois seguintes e suaviza-a durante mais dois. Quem ouve deve perceber uma subida e uma descida, não três ataques separados. Desenha uma linha que sobe, fica brevemente e desce para planeares a mudança.

Uma armadilha comum

Podes pensar que tocar alto torna sempre a música mais emocionante. É compreensível: um som forte chama logo a atenção. Mas, se tudo for forte, nada pode surgir de repente com mais impacto. Uma passagem suave pode fazer o som forte seguinte parecer enorme.

Onde é útil

A música de filmes usa um som suave para criar suspense e um som forte repentino para te fazer saltar. Um cantor muda a dinâmica para destacar as palavras importantes de uma história. Podes ouvir a mesma ideia numa canção de embalar, numa banda de marcha ou na música de um jogo, cada uma a orientar a atenção de maneira diferente.

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