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Observação participante — Sociologia, 14–17 anos

A observação participante consiste em passar tempo num contexto social, observando o que as pessoas fazem e, por vezes, participando. Pode revelar rotinas que as pessoas se esquecem de mencionar.

Ver a vida social em acção

Em vez de perguntar apenas o que as pessoas dizem fazer, o investigador passa tempo no local onde a vida social acontece: um clube, local de trabalho, bairro ou grupo online. Toma notas cuidadosas sobre rotinas, conversas, regras e surpresas. Se participar, tem de distinguir o que sente pessoalmente daquilo que observou.

Por que razão observar directamente?

As pessoas nem sempre reparam nos seus próprios hábitos e podem descrever o que parece aceitável, em vez do que costuma acontecer. A observação directa pode mostrar a diferença entre regras oficiais e práticas quotidianas, ou entre aquilo de que as pessoas se lembram e o que fazem realmente. É especialmente útil quando o comportamento depende de um contexto partilhado.

Exemplo trabalhado: um clube juvenil

Um investigador visita um clube juvenil durante seis tardes. Em cada visita, regista quem entra primeiro, onde as pessoas se sentam, quem fala nas decisões e como os recém-chegados são recebidos. Repara que não existe nenhum aviso sobre os lugares, mas os membros mais antigos ocupam os sofás centrais. Depois de comparar as notas, descreve um padrão não escrito, sem afirmar que todos os clubes juvenis funcionam assim.

A armadilha: observar significa ser invisível

É tentador pensar que um investigador pode ficar quieto a um canto e obter uma imagem intacta da realidade. Parece razoável, porque manter-se separado pode parecer mais neutro. No entanto, as pessoas podem agir de forma diferente quando são observadas, e a presença, as perguntas ou a participação do investigador podem afectar o contexto. Um bom trabalho de campo regista esses efeitos, em vez de fingir que não existem.

Onde aparece fora da escola

Técnicos comunitários podem passar tempo num bairro antes de planear um serviço, descobrindo que espaços as pessoas usam realmente, em vez de dependerem apenas de um mapa. Os designers observam como as pessoas se orientam num hospital ou num sítio web para encontrar obstáculos escondidos. Em ambos os casos, ver a actividade real pode revelar pormenores práticos que uma reunião ou um formulário não captam.

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