A memória guarda partes do passado — Psicologia, 4–6 anos
A memória ajuda-nos a guardar informação e a recuperá-la mais tarde. É útil, mas não é uma gravação perfeita; por isso, podemos esquecer ou alterar pormenores.
Lembrar traz algo de volta
A memória permite guardar uma experiência, um facto, um som ou uma ação e usá-los mais tarde. Lembramo-nos de onde estão as chávenas, de como começa uma canção ou do que aconteceu ontem. Às vezes a memória é clara; outras vezes, só regressa um pequeno pedaço.
Porque nos lembramos?
Um ser que consegue lembrar-se de comida, perigos, rostos e ações úteis tem mais possibilidades de se orientar amanhã. A memória surgiu desta necessidade de usar o passado quando encontramos o presente. Não guarda todos os momentos, porque conservar cada pormenor ocuparia demasiado espaço e atenção.
Lembrar três coisas
A Nora tem de levar um chapéu, uma garrafa e um lanche para o parque. Diz as três palavras devagar, imagina cada objeto dentro do saco e verifica-os antes de sair. No parque, lembra-se dos três porque ligou as palavras a uma imagem e fez uma verificação.
Uma memória não é um vídeo
Uma criança pode ter a certeza de que a chávena era azul, porque é assim que a cena ficou na memória. A certeza parece uma prova, mas a memória pode preencher falhas com o que costuma acontecer ou com uma sugestão posterior. Podemos ser honestos e, mesmo assim, recordar um pormenor de forma errada.
A memória ajuda nas rotinas
Lavar os dentes, arrumar os sapatos e lembrar um caminho conhecido usam a memória. Repetir uma ação dá ao cérebro mais oportunidades para guardar a sua ordem. Uma lista com imagens ou o lembrete de um adulto não são batota; são apoios úteis enquanto a memória cresce.
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