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Campos gravíticos e órbitas — Física, 14–17 anos

Um campo gravítico descreve como as massas se atraem, desde uma maçã a cair até uma nave a orbitar a Terra.

A ideia

Um campo gravítico é a região onde uma massa sentiria uma atracção gravítica. Perto da Terra, o campo aponta para a Terra e tem cerca de 9,8 N/kg. Uma órbita não é um lugar sem gravidade: é uma queda contínua enquanto o objecto se move de lado suficientemente depressa para não atingir o solo.

Porque é importante

Dizer que a Terra puxa um objecto explica um acontecimento, mas um campo permite descrever a atracção em cada posição à volta da Terra ou de outra massa. Isto resolveu o problema de prever quedas, planetas e luas com um só modelo. Nasceu da tentativa de Newton ligar os corpos em queda ao movimento orbital.

Exemplo resolvido

Um objecto de 4 kg está perto da Terra, onde a intensidade do campo gravítico é 9,8 N/kg. O seu peso é massa × intensidade do campo: 4 × 9,8 = 39,2 N. A força aponta para baixo, em direcção à Terra. Na Lua, a massa continuaria a ser 4 kg, mas o peso seria menor.

O erro comum

É frequente dizer que os astronautas em órbita não têm gravidade porque parecem não ter peso. É uma conclusão razoável a partir do que se vê, mas a gravidade continua a puxá-los para a Terra. Flutuam porque a nave e os astronautas estão a cair juntos, não porque o campo desapareceu.

Onde aparece

Os satélites usam órbitas escolhidas com cuidado para fornecer mapas, imagens meteorológicas, navegação e comunicações. Os engenheiros calculam o campo e a velocidade do satélite para que continue a circular, em vez de cair na atmosfera ou escapar para o espaço. Trabalhos diferentes precisam de alturas e períodos orbitais diferentes.

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