Pode uma máquina ter sentimentos? — Filosofia, 4–6 anos
Uma máquina pode produzir sons ou respostas surpreendentes, mas isso não é o mesmo que ter uma experiência interior. Esta pergunta ajuda-nos a comparar comportamentos, corpos e sentimentos sem fingir que sabemos mais do que sabemos.
Parecer sentir não é sentir
Uma máquina pode imitar uma voz, mostrar uma cara sorridente ou dizer: «Estou triste.» Podemos observar o que faz sem saber se sente tristeza por dentro. Os sentimentos são experiências, como dor, alegria ou medo; o comportamento pode dar sinais, mas os sinais não são a experiência.
Porque perguntar pelas máquinas?
As histórias e as máquinas novas fazem as pessoas perguntar se falar de forma inteligente significa ter uma mente. O problema é que vemos as acções por fora, mas a experiência privada de outro ser está escondida. Perguntar com cuidado ajuda a evitar dois erros: acreditar em qualquer representação ou rejeitar qualquer possibilidade sem pensar.
Um brinquedo que fala
Um brinquedo diz: «Ai! Estou com medo» quando se carrega num botão. Primeiro, registamos as provas: carregou-se num botão e tocou uma frase guardada. Depois, comparamos com uma criança, que pode afastar-se, explicar a dor e lembrar-se dela mais tarde. Não provamos tudo, mas os dois casos dão pistas diferentes.
Uma resposta inteligente não é prova
Um erro comum é concluir que tudo o que fala como uma pessoa tem de sentir como uma pessoa. É compreensível, porque normalmente uma conversa vem de alguém com pensamentos e sentimentos. No entanto, uma gravação, um fantoche ou um programa também pode produzir palavras. Devemos perguntar como surgiu a resposta e que mais podemos observar.
Ser cuidadoso com ajudantes
Esta pergunta é importante quando um assistente de voz responde, um robô consola alguém ou uma personagem de um jogo diz que está sozinha. Podemos gostar da interacção e lembrar-nos de que uma máquina pode não compreender nem sentir como nós. Isso ajuda-nos a usá-la com cuidado e a continuar a cuidar de pessoas e animais reais.
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