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Timbre e cor sonora — Música, 14–17 anos

Porque é que a mesma nota pode soar de forma diferente num violino, numa voz, num piano ou num sintetizador.

A identidade de um som

O timbre permite distinguir dois sons quando tocam a mesma altura com a mesma intensidade. Um violino e um trompete podem tocar ambos a nota Lá, mas os seus sons têm cores e texturas diferentes. O timbre resulta da mistura de frequências, do início do som e da forma como desaparece.

Porque é que os instrumentos precisam de cor

A música precisa de mais do que notas e ritmo para mostrar quem está a tocar e qual é o ambiente. O timbre resolve esse problema: separa vozes, identifica instrumentos e faz um som parecer brilhante, escuro, áspero ou suave. Isto tornou-se ainda mais importante quando os conjuntos cresceram e as gravações começaram a juntar muitas camadas sonoras.

A mesma altura, som diferente

Imagina um piano e uma flauta a tocarem ambos o Lá4, que vibra cerca de 440 vezes por segundo. A altura é, portanto, a mesma. Se a flauta começa suavemente e o piano com o golpe rápido do martelo, e as frequências adicionais diferem, o ouvido reconhece dois timbres diferentes.

A armadilha: timbre significa volume

É comum confundir um som alto com um timbre diferente. Parece razoável, porque mudar a intensidade pode fazer um som parecer mais poderoso ou áspero, e os instrumentos mudam muitas vezes de cor quando tocam mais forte. Em rigor, a intensidade indica a força do som; o timbre indica que tipo de som é.

Onde aparece

Os produtores musicais escolhem microfones, instrumentos e efeitos também pelo seu timbre. Uma voz próxima e brilhante pode parecer íntima, enquanto uma voz distante e escura pode sugerir espaço ou tristeza. Numa banda sonora, mudar a cor sonora pode fazer a mesma melodia pertencer a outro lugar, pessoa ou tempo.

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