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Como as histórias controlam o tempo — Literatura, 11–13 anos

Uma história pode estender um segundo por uma página, saltar dez anos ou voltar ao dia anterior. A ordem e o ritmo mudam aquilo em que reparamos e o momento em que compreendemos algo.

Ideia

O tempo que os acontecimentos ocupam numa história nem sempre é igual ao tempo que ocupariam na vida. Um escritor pode contá-los por ordem, começar a meio, parar para uma memória ou passar rapidamente por uma semana aborrecida. Estas escolhas controlam a atenção e as descobertas do leitor.

Porque é importante

A vida real contém esperas, repetições e pormenores que tornariam uma história difícil de acompanhar. Os escritores moldam o tempo para resolver esse problema e criar surpresa, urgência ou reflexão. Um facto adiado pode despertar curiosidade; um momento lento pode fazer o perigo parecer próximo.

Exemplo trabalhado

Imagina uma corrida: às 9:00, a Lina ouve o sino de partida; às 9:10, cai; e às 9:20, termina. A versão A conta os acontecimentos por ordem. A versão B começa com ela a cruzar a meta e depois recua até à queda. A versão C dedica um parágrafo inteiro ao instante anterior à queda. Os mesmos factos, mas suspense e destaque diferentes.

Uma armadilha comum

Um erro compreensível é achar que um recuo no tempo é um erro porque a história “devia” avançar. Essa expectativa vem dos relógios e calendários da vida quotidiana. Na ficção, o salto pode ser deliberado: o escritor quer que uma memória explique uma reacção presente ou que conheçamos o resultado antes da causa.

Onde aparece

Podemos notar o tempo narrativo em romances policiais, relatos desportivos, filmes e histórias pessoais. Um relato de um jogo pode descrever primeiro o golo final e depois explicar os passes que levaram até ele. Ao ler, assinala recuos, pausas e saltos; mostram ao que o contador da história dá importância.

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