A imprensa e a divulgação de ideias — História, 11–13
Aprende como a imprensa mudou quem podia partilhar conhecimento, a rapidez com que as ideias circulavam e quem podia desafiar a autoridade.
O que a imprensa mudou
Antes da imprensa, um livro tinha geralmente de ser copiado à mão, página a página. Os tipos móveis permitiram imprimir muitas páginas semelhantes de forma mais rápida e barata, por isso mais pessoas puderam conhecer as mesmas palavras. A imprensa não tornou todas as ideias verdadeiras nem ensinou toda a gente a ler, mas alargou o público dos livros, das notícias e dos argumentos.
Porque foi importante
Copiar à mão tornava os livros lentos de produzir e caros de possuir. No século XV, impressores como Johannes Gutenberg usaram tipos móveis de metal e uma prensa para resolver esse obstáculo na Europa. O resultado não foi apenas haver “mais livros”: argumentos religiosos, observações científicas e críticas políticas puderam circular mais longe e ser comparados por mais leitores.
Uma mensagem circula
Imagina uma pessoa a imprimir 100 cópias de um pequeno folheto. Primeiro, organiza as letras em linhas. Depois, espalha tinta sobre elas e prensa o papel por cima. Por fim, as páginas secam, dobram-se e são distribuídas. Se uma cópia manuscrita demorasse uma semana, 100 cópias impressas poderiam chegar aos leitores muito mais depressa; a ideia ganhou velocidade e público, não verdade automática.
A armadilha: imprensa significa liberdade
É tentador pensar que a imprensa deu imediatamente voz a toda a gente. Parece razoável, porque as palavras impressas podem chegar a muitas pessoas. No entanto, os impressores precisavam de dinheiro, materiais e, em alguns lugares, autorização; os governantes podiam censurar as prensas e muitas pessoas não sabiam ler. Pergunta quem pagou, quem imprimiu, quem podia ler e quem ficou de fora antes de decidires o que mudou.
Onde o encontras
Encontras esta ideia sempre que uma tecnologia muda a forma como a informação circula: jornais, livros baratos, rádio, televisão e internet têm versões próprias dessa mudança. Compara um cartaz antigo com uma publicação numa rede social. Nos dois casos, pergunta quantas pessoas podem recebê-la, quem controla o canal e com que facilidade a afirmação pode ser verificada.
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