MyLeoNes™

O Estado Novo e a guerra colonial — História, 11–13

Uma ditadura de quase meio século: como funcionava e porque manteve uma guerra em África. História, 11–13 anos.

Uma ditadura de 48 anos

Em 1926, um golpe militar acabou com a Primeira República. Em 1933, uma nova Constituição criou o Estado Novo, dominado por António de Oliveira Salazar e, depois de 1968, por Marcelo Caetano. Foi uma ditadura: não havia liberdade individual nem eleições livres, existia um partido único, a União Nacional, e a imprensa vivia sob censura. Durou até 1974.

Porque houve uma guerra em África

O regime via as colónias como parte do país, um «império» que dava a Portugal peso no mundo. Quando, nos anos 1950 e 1960, outros países europeus aceitaram a independência das suas colónias, Portugal recusou. A guerra colonial começou em Angola, em 1961, e alargou-se à Guiné e a Moçambique. Durou 13 anos, com muitos mortos e feridos, portugueses e africanos.

Um caso: um jornal sob censura

Passo 1: um jornalista escreve uma notícia sobre uma greve. Passo 2: antes de o jornal ser impresso, a censura lê o texto. Passo 3: com um «lápis azul», o censor corta frases, ou a notícia inteira. Passo 4: o jornal sai com outro texto, e os leitores nunca ficam a saber o que foi cortado.

A armadilha: ver só a «ordem»

Há quem se lembre do Estado Novo como um tempo de ordem e de contas certas. Mas essa ordem tinha um preço: quem discordava podia ser vigiado, preso e maltratado pela polícia política, a PIDE. E para muitos portugueses significou também pobreza, pouca escola e emigração. Uma memória honesta guarda as duas coisas.

Onde isto ainda se vê hoje

Em Lisboa, o Museu do Aljube — Resistência e Liberdade funciona numa antiga prisão política do regime. Em Peniche, a fortaleza, onde estiveram presos opositores da ditadura, também guarda esta memória. E podes perguntar a alguém mais velho da tua família o que recorda: muita gente viveu a ditadura e a guerra em primeira mão.

Continua a explorar

Outras línguas

A carregar o MyLeoNes™…