Histórias que as pessoas recordam — História, 4–6 anos
As pessoas podem contar-nos coisas que viram ou ouviram no passado. As suas memórias são pistas úteis; podemos fazer perguntas cuidadosas e comparar histórias diferentes.
Uma pista falada do passado
Quando alguém nos conta o que aconteceu há muito tempo, estamos a ouvir história oral. Pode descrever um lugar, uma pessoa ou um acontecimento do dia a dia de que essa pessoa se recorda. Escutamos com atenção e percebemos que uma memória é uma pista, não a história toda.
Porquê perguntar às pessoas?
Alguns acontecimentos do passado não deixaram fotografias nem textos, mas as pessoas podem ainda recordá-los. Perguntar ajuda-nos a conhecer a vida de todos os dias, como jogos, viagens ou a escola. A memória pode baralhar-se, por isso comparamos o relato com outras pistas, em vez de aceitar todos os pormenores como certos.
Uma conversa cuidadosa
O avô diz que a sua antiga escola tinha duas salas e um sino no exterior. Primeiro, registamos as suas palavras. Depois, perguntamos quando lá andou e se via o sino todos os dias. Por fim, comparamos a memória com uma fotografia da escola: vêem-se duas salas, mas a fotografia não prova todos os pormenores.
Uma memória não é uma câmara
É fácil pensar que quem fala com confiança tem de se lembrar de tudo exactamente. Isso parece razoável porque confiamos nas pessoas que conhecemos. Mas as memórias podem desaparecer, trocar a ordem ou juntar dois acontecimentos. Respeitamos quem conta e, mesmo assim, confirmamos pormenores importantes com outra pessoa ou fonte.
Histórias no dia a dia
As famílias usam histórias contadas para recordar parentes, viagens e dias importantes. Os museus e os projectos da comunidade podem gravar pessoas a falar sobre o seu bairro. Ouvir essas vozes ajuda a guardar experiências que talvez não apareçam num livro, sobretudo os pequenos pormenores da vida quotidiana.
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