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Como a dependência altera a aprendizagem da recompensa — Saúde, 14–17 anos

A dependência não é apenas um mau hábito ou falta de força de vontade. A exposição repetida a uma substância ou comportamento pode treinar os sistemas cerebrais de recompensa e hábito, tornando os impulsos mais fortes e a paragem mais difícil.

O cérebro aprende com recompensas repetidas

Uma experiência recompensadora ensina ao cérebro: «Isto foi importante; lembra-te de como o obter.» Com a repetição, sinais como um lugar, uma hora ou um sentimento podem desencadear um impulso antes de a pessoa decidir com calma. O cérebro também pode responder menos, exigindo mais para o mesmo efeito.

Porque pode ser difícil parar

Antigamente, a dependência era explicada sobretudo como uma falha moral, mas isso não explicava os impulsos, a tolerância ou as recaídas. A investigação do cérebro mostrou que a recompensa, a memória, o stress e o autocontrolo podem mudar com o uso repetido. Isto explica a dificuldade sem retirar responsabilidade nem esperança.

Como cresce um ciclo de hábito

Considera o uso de cigarros eletrónicos com nicotina depois das aulas. Primeiro, o stress ou os amigos tornam-se sinais. Depois, a vaporização dá uma recompensa rápida e o cérebro liga o sinal à ação. Mais tarde, o sinal provoca um impulso mesmo sem plano. Se surgir tolerância, pode ser necessário usar mais vezes, e parar pode trazer irritabilidade ou desejos intensos.

Não é simplesmente falta de força de vontade

É tentador dizer que uma pessoa dependente pararia se quisesse realmente. Parece justo porque as escolhas continuam a importar, mas a aprendizagem repetida da recompensa pode tornar os impulsos fortes e a abstinência desagradável. A culpa pode esconder o problema; apoio, tratamento e mudanças no ambiente podem favorecer a recuperação.

Reconhecer cedo a necessidade de apoio

Esta ideia ajuda a compreender a nicotina, o álcool, outras drogas e alguns comportamentos, como o jogo ou o uso compulsivo da internet. Sinais de alerta incluem perder o controlo, esconder o uso, precisar de mais, descuidar responsabilidades ou não conseguir parar. Falar cedo com um adulto de confiança ou profissional de saúde é uma medida prática, não um fracasso.

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