Intenção e consequência — Ética, 14–17 anos
Uma boa intenção não torna automaticamente correcta uma acção. Um juízo ético considera o que a pessoa queria, o que fez, o que aconteceu e o que podia razoavelmente prever.
O que conta numa escolha
Ao avaliarmos uma acção, podemos fazer várias perguntas: qual era a intenção? O que foi realmente feito? Quem foi afectado e com que gravidade? Um objectivo bondoso importa, mas não apaga um dano grave que podia ser evitado.
Porque a intenção não basta
Muitas pessoas procuram um teste rápido para distinguir o certo do errado. Só a intenção falha porque uma acção descuidada pode magoar outros, enquanto só o resultado pode culpar alguém por um acidente imprevisível. Considerar ambos permite discutir a responsabilidade com mais justiça.
Um vaso partido
A Maya vê uma bola solta a rolar na direcção de um bebé e pontapeia-a para longe. A bola atinge um vaso, que se parte. A intenção era evitar um perigo e o dano foi acidental; a responsabilidade não é a mesma que a de quem partisse o vaso de propósito. Ainda assim, deve explicar o sucedido e ajudar a reparar a perda.
A armadilha da boa intenção
Um erro comum é dizer: a pessoa tinha boas intenções, portanto a acção foi correcta. Isto parece razoável porque as intenções mostram cuidado, e não crueldade. Mas pessoas cuidadosas também podem ignorar riscos ou recusar reparar danos. Pergunta o que alguém atento poderia ter previsto e feito de outra maneira.
Desculpas e responsabilidade
Esta forma de pensar ajuda depois de uma mensagem ofensiva, de um acidente no desporto ou de um erro no trabalho. Podes explicar a tua intenção sem fingir que não houve dano. Um pedido de desculpa forte reconhece o efeito, aceita uma parte justa da responsabilidade e propõe um passo mais seguro.
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