Modos de falha e efeitos — Engenharia, 14–17 anos
Uma forma organizada de perguntar como uma peça pode falhar, o que aconteceria e o que merece atenção primeiro.
Pensar antes da falha
Para cada peça de um sistema, os engenheiros fazem três perguntas: como pode falhar, que efeito teria e como poderíamos detectá-lo? Assim, uma preocupação vaga transforma-se numa lista que pode ser analisada. O método chama-se frequentemente FMEA, sigla inglesa de Análise dos Modos de Falha e dos seus Efeitos.
Porque fazer a lista
Um sistema pode parecer seguro quando cada peça é considerada separadamente, mas uma pequena falha pode desencadear uma sequência grave. A FMEA surgiu da necessidade de encontrar pontos fracos cedo, quando ainda é possível e barato fazer alterações. Dá à equipa uma forma comum de discutir riscos, em vez de esperar por um acidente.
Uma luz de bicicleta
Considera uma luz traseira de bicicleta. Modo de falha: as pilhas ficam sem carga. Efeito: o ciclista torna-se mais difícil de ver à noite. Detecção: a luz fica fraca, por isso um indicador de bateria fraca pode ajudar. Acção: usar um aviso e tornar fácil a substituição. A lista liga a falha física a uma resposta de design útil.
Listar apenas peças partidas
Um principiante pode escrever «falha da pilha» e ficar por aí, porque a pilha é o problema visível. É um primeiro passo razoável, mas a pergunta importante é o que essa falha provoca no sistema inteiro. Uma pilha sem carga num brinquedo e numa baliza de emergência não tem o mesmo efeito.
Encontrar prioridades
A FMEA é usada em dispositivos médicos, automóveis, serviços informáticos, equipamentos alimentares e naves espaciais. As equipas podem assinalar falhas graves, prováveis ou difíceis de detectar e tratar primeiro as combinações mais preocupantes. É mais útil como uma conversa disciplinada apoiada em dados, não como garantia de que todas as falhas foram imaginadas.
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