Capital humano — Economia, 14–17 anos
As competências, os conhecimentos e a saúde podem tornar as pessoas mais capazes de criar valor. O capital humano ajuda a explicar por que razão a educação e a formação são investimentos económicos, e não apenas conquistas pessoais.
O que significa capital humano
Capital humano é a combinação útil do que uma pessoa sabe, consegue fazer e consegue fazer de forma fiável. A formação de uma enfermeira, a experiência de um mecânico e a capacidade de resolver problemas de um programador são exemplos. Ao contrário de uma máquina, está nas pessoas e cresce com aprendizagem, prática e boa saúde.
Por que os economistas usam a ideia
Os economistas precisavam de explicar por que razão dois trabalhadores, ou dois países, podem obter resultados diferentes com ferramentas semelhantes. A resposta está muitas vezes nas diferenças de competências, conhecimentos e saúde. Chamar a isso capital humano não transforma as pessoas em objectos; mostra que desenvolvê-las exige tempo e recursos e pode trazer benefícios mais tarde.
Uma decisão sobre formação
A Maya ganha 12 € por hora e pondera fazer um curso de 100 horas. Durante o curso, abdica de 1 200 € de salário e paga 300 € de inscrição, portanto o custo é 1 500 €. Se a nova competência aumentar o seu salário em 3 € por hora, precisa de trabalhar 500 horas para recuperar esse custo. Depois dessas horas, o salário extra é um possível retorno do investimento.
O erro comum
Um erro comum é tratar uma qualificação como garantia de aumento salarial. É compreensível, porque a formação muitas vezes abre portas e as estatísticas podem mostrar que os trabalhadores qualificados ganham mais. Mas correlação não é certeza: também contam a capacidade, os recursos familiares, o local, a discriminação e o tipo de curso. O capital humano pode aumentar oportunidades sem prometer um resultado exacto.
Onde aparece
As pessoas usam esta ideia ao comparar um estágio, um curso universitário ou formação no trabalho com os seus custos. Os governos usam-na ao decidir se financiam escolas, cuidados de saúde ou reconversão profissional. Os empregadores usam-na ao escolher quem formar. Isto não significa que todas as competências valiosas tenham um salário associado: cuidar, criar e conhecer a sociedade também importa, mesmo sem pagamento de mercado.
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