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Teoria dos jogos e escolhas estratégicas — Economia, 14–17

Algumas escolhas dependem do que é provável que outras pessoas façam. A teoria dos jogos mapeia estas situações e mostra por que razão ações sensatas para cada pessoa podem produzir um resultado mau para todos.

A tua escolha muda com a deles

Uma escolha estratégica é aquela em que o teu resultado depende da escolha de outra pessoa, além da tua. Tentas prever a ação dela, sabendo que ela também prevê a tua. A teoria dos jogos usa participantes, opções e resultados para tornar esta interação mais fácil de analisar.

Porquê estudar estratégias?

Os modelos económicos tratavam muitas vezes as decisões como separadas, mas empresas, governos e famílias reagem uns aos outros. Uma empresa que baixa o preço pode iniciar uma guerra de preços; a ação de um país pode mudar o plano de outro. A teoria dos jogos foi desenvolvida para estudar decisões ligadas, não decisões isoladas.

Duas lojas escolhem preços

Duas lojas podem cobrar 10 € ou 8 €. Se ambas cobrarem 10 €, cada uma ganha 100 €; se ambas cobrarem 8 €, cada uma ganha 80 €. Se uma cobrar 8 € e a outra 10 €, a mais barata ganha 120 € e a outra 50 €. Cada loja tem uma razão para baixar o preço, embora ambas prefiram o resultado de 100 €.

A melhor jogada sozinha

Um erro comum é escolher a ação com o melhor resultado num único cenário imaginado. Parece razoável porque controlas a tua jogada, mas não a do outro participante. No entanto, ele reage, por isso compara os resultados das várias escolhas possíveis dele. Uma boa estratégia considera toda a interação.

Negociar e competir

O pensamento estratégico aparece quando duas empresas definem preços, países negoceiam emissões ou tu e um amigo dividem uma tarefa comum. Pode sugerir cooperação, uma promessa credível ou um compromisso. Não prevê perfeitamente as pessoas: confiança, justiça e informação em falta também contam.

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