As camadas da Terra — Ciências da Terra, 14–17 anos
A Terra não é igual em toda a profundidade. As suas camadas diferem nos materiais, na temperatura e no comportamento, e os cientistas usam os sismos para estudar o que não conseguem alcançar através de perfurações.
O que existe por baixo
A Terra tem uma crosta fina, um manto espesso e um núcleo metálico. O núcleo externo é líquido, enquanto o núcleo interno é sólido, porque a enorme pressão altera o comportamento do ferro. As camadas distinguem-se pelas suas propriedades, não apenas pela profundidade.
Porque são estudadas por inferência
Nenhuma perfuração chega ao manto, muito menos ao núcleo. Os cientistas precisavam de uma forma de estudar o interior profundo da Terra, por isso comparam a maneira como as ondas sísmicas se deslocam, aceleram, abrandam ou desaparecem. Essas mudanças revelam limites e materiais.
A leitura de uma pista sísmica
Imagina uma onda que atravessa uma camada sólida a 8 km/s e entra depois numa camada líquida onde esse tipo de onda não passa. Uma estação do outro lado não regista essa onda. Passo a passo: identifica a onda ausente, localiza um limite líquido escondido e usa muitas estações para mapear o núcleo externo.
A confusão habitual
É razoável pensar que o manto tem de ser líquido por ser extremamente quente. No entanto, a temperatura não decide sozinha se uma rocha flui: a pressão e a escala de tempo também contam. A rocha do manto é sobretudo sólida, mas pode deformar-se e mover-se muito lentamente ao longo de milhões de anos.
Porque é importante
Este modelo ajuda os cientistas a compreender o campo magnético da Terra, relacionado com o movimento no núcleo externo líquido. Também ajuda a interpretar registos sísmicos depois de um sismo e a comparar a Terra com planetas rochosos, como Marte. É um modelo baseado em evidências, não uma fotografia directa.
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