Improvisação: aceitar e desenvolver — Teatro, 11–13 anos
Na improvisação, os intérpretes criam a cena enquanto ela acontece. Escutam, aceitam o que foi proposto e acrescentam um passo útil.
Construir em conjunto
Improvisação é criar uma cena sem ter todas as falas decididas antecipadamente. Um intérprete propõe um facto, uma acção ou uma ideia; os outros tratam-na como verdadeira na cena e desenvolvem-na. Isto não significa concordar com tudo na vida real. Significa proteger o mundo imaginário partilhado.
Porque escutar vem primeiro
Uma cena improvisada desmorona se cada intérprete tentar controlá-la sozinho ou rejeitar todas as propostas. Aceitar e desenvolver resolve o problema de criar rapidamente uma história coerente, sem haver um guião para salvar o grupo. Estes hábitos nasceram de jogos teatrais e trabalho de conjunto, que valorizam a atenção tanto como as ideias inteligentes.
Três passos numa cena
O Sam diz: «O autocarro avariou-se nas montanhas.» A Jo aceita: «Então temos de encontrar abrigo antes de escurecer.» O Sam desenvolve: «Tenho uma lanterna, mas só uma pilha.» A Jo acrescenta um problema e um plano: «A cabana antiga é ali; vou vê-la enquanto pedes ajuda.» A cena já tem lugar, tempo, recursos e acção.
Não bloqueies, mas também não apagues
Um erro comum é responder «Não» a uma proposta, porque a ideia pode parecer estranha ou porque já tens uma melhor. Também é um erro dizer sim sem acrescentar nada. Ambas as escolhas fazem a parceria parar. Aceita o facto imaginário e acrescenta um pormenor, pergunta, acção ou consequência que dê uma direcção à cena.
Um treino para colaborar
A improvisação é útil no teatro, na comédia e na criação de cenas a partir das ideias de um grupo. Os hábitos de escuta também ajudam a planear um projecto: repara numa sugestão, mantém o que funciona e acrescenta um passo prático. Isto não é uma regra para aceitar comportamentos prejudiciais; um grupo real precisa de limites e do direito de dizer não.
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