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Bases de dados e consultas — Informática, 14–17 anos

Como grandes coleções de informação organizada podem ser guardadas, ligadas e consultadas sem ler cada registo à mão.

Ideia

Uma base de dados guarda factos organizados para que um programa os possa encontrar e atualizar de forma fiável. A informação é muitas vezes dividida em tabelas: uma para pessoas, outra para encomendas, com um ID a ligar as linhas relacionadas. Uma consulta é uma pergunta precisa, como pedir todas as encomendas feitas por uma pessoa.

Porque é importante

Alguns registos cabem numa folha de cálculo, mas milhões precisam de um sistema que evite repetições e mantenha consistentes os factos relacionados. As bases de dados surgiram deste problema em empresas, bibliotecas e outros serviços que tinham de partilhar e atualizar informação. As consultas permitem pedir apenas os dados úteis, em vez de copiar tudo.

Exemplo resolvido

Uma tabela Orders tem as linhas (Ana, 12), (Rui, 7) e (Ana, 4), em que cada par é um nome e um valor. Para encontrar as encomendas da Ana, filtram-se as linhas cujo nome é Ana: mantém-se 12, ignora-se 7 e mantém-se 4. Para obter o total, somam-se os valores mantidos: 12+4=16.

Armadilha comum

Um erro compreensível é colocar todos os factos numa tabela enorme, porque parece mais claro ver tudo junto. Depois, os mesmos nomes e moradas aparecem em muitas linhas, e uma atualização pode esquecer uma cópia. Separar as tabelas e ligá-las com IDs pode parecer menos familiar, mas reduz contradições e trabalho repetido.

Onde aparece

As lojas online usam bases de dados para produtos, clientes, stock e encomendas. O catálogo de uma biblioteca consulta títulos, autores e exemplares disponíveis, enquanto uma plataforma escolar recupera os registos que um utilizador específico pode ver. Um bom desenho da base ajuda ainda a impedir que informação privada apareça nos resultados de outra pessoa.

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