Funções: mini-programas com nome — Informática, 7–10 anos
Aprende como um programa pode dar um nome a um grupo útil de passos e usá-lo novamente quando for preciso.
Um nome, muitos passos
Uma função é um conjunto de instruções com um nome que realiza uma tarefa útil. Em vez de escrever os mesmos passos sempre que são necessários, um programa pode chamar a função pelo seu nome. Por exemplo, «desenharQuadrado» pode desenhar quatro lados iguais sempre que o programa o pedir.
Porque dar um nome aos passos?
O problema é a repetição: um programa grande pode precisar da mesma acção útil em dez lugares diferentes. Copiá-la dez vezes torna o programa maior e cria dez lugares onde uma alteração pode ficar esquecida. As funções nasceram da necessidade de organizar programas cada vez maiores em partes claras e reutilizáveis, que as pessoas conseguissem gerir.
Uma função para um quadrado
Criamos uma função chamada «desenharQuadrado» com quatro passos: avançar 40 centímetros, virar 90 graus à direita e repetir esse par quatro vezes. O programa guarda estes passos com o nome «desenharQuadrado». Mais tarde, chamar «desenharQuadrado» nas posições (1,1) e (5,3) desenha dois quadrados sem voltar a escrever as instruções.
O erro tentador
Um erro compreensível é pensar que dar um nome aos passos faz com que aconteçam imediatamente. Normalmente, uma função é apenas uma receita à espera de ser chamada; não faz nada no momento em que é criada. Se «desenharQuadrado» for definida mas nunca for chamada, não aparece nenhum quadrado. O nome organiza o trabalho, mas é a chamada que o começa.
Onde se usam funções
As funções estão por trás de acções conhecidas, como «tocar um som», «enviar uma mensagem» ou «mostrar o nível seguinte». Uma aplicação meteorológica pode usar uma função para transformar uma temperatura numa cor, em muitos lugares diferentes. Alterar essa função pode melhorar todos os lugares que a chamam; por isso, os programadores escolhem os nomes das tarefas com cuidado.
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