A ordem das palavras e a ênfase em latim — Línguas clássicas, 11–13 anos
Vê como o latim pode mudar a posição das palavras para destacar o que é importante. Línguas clássicas, 11–13 anos.
A posição pode dar destaque
As terminações latinas dizem muitas vezes quem faz o quê, por isso as partes principais da frase podem mudar de posição mais livremente do que em português. A ordem habitual não é aleatória: o autor pode pôr uma palavra no início ou no fim para a destacar. A ordem transmite ênfase além do significado básico.
Por que mudar as palavras de lugar?
O problema é que a escrita não tem voz, expressão facial nem gestos para mostrar o que é mais importante. Os escritores latinos resolveram parte disso usando a posição das palavras como sinal: uma palavra inesperada no início pode preparar a cena, e a última pode deixar a impressão final. Isto surgiu naturalmente numa língua cujas terminações já mostravam a função de cada palavra.
Ler uma ordem diferente
Vê puella rosam amat: «a rapariga ama a rosa». Puella é quem age, rosam é aquilo que é amado e amat significa «ama». Agora lê rosam puella amat. As terminações continuam a mostrar as mesmas funções, por isso o sentido mantém-se; pôr rosam primeiro dá destaque a «a rosa».
Não traduzas posição a posição
É compreensível pensar que a primeira palavra tem de ser o sujeito e a seguinte o complemento, como acontece muitas vezes em português. Os hábitos da nossa língua tornam essa suposição segura. Em latim, verifica primeiro as terminações; só depois usa a ordem para perceber a ênfase. A ordem pode ser invulgar sem mudar a ação.
O sentido moldado pela ordem
Encontras esta ideia em discursos, poemas, canções e títulos, nos quais a primeira ou a última expressão é feita para ficar na memória. Um slogan pode pôr a palavra mais forte no fim, e um poema pode adiar uma palavra importante para criar suspense. A ordem latina ajuda a notar essas escolhas, sem fingir que toda a ordem invulgar esconde uma mensagem.
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